Elas podem ser de algodão com forro em blackout, tipo persiana ou de poliéster (Herman Charles Cristhi/Divulgação) Os projetos residenciais modernos têm valorizado o uso de amplas janelas para promover a integração com a natureza e permitir a entrada de luz natural, trazendo uma sensação de abertura e conexão com o exterior. Embora essa entrada de luz seja benéfica, se mal administrada pode se tornar um incômodo quando se trata de garantir boas noites de sono ou na hora de maratonar uma série com a família. Como solução para esse dilema, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos sugerem o uso de cortinas blackout para salas de TV, quartos e cozinha, deixando os ambientes mais escuros do que as cortinas convencionais. “O uso vai de acordo com as necessidades do espaço e dos moradores, mas é um pedido popular, pois além de controlarem a luminosidade, elas também oferecem isolamento térmico e acústico”, ressaltam as arquitetas. Por isso, as profissionais listaram algumas vantagens do elemento: Controle de luminosidade As cortinas blackout são ótimas para criar um ambiente completamente escuro durante o dia e a noite já que são confeccionadas com tecidos especiais para o bloqueio de luz. “Os tecidos tanto oferecem uma proteção contra os raios solares quanto para o bloqueio total da luz”, afirma Paula Passos. Privacidade Cortinas são uma excelente opção para manter a privacidade interna e externa dos ambientes, impedindo olhares diretos quando necessário. “Como muitas residências são voltadas para algum vizinho, elas se tornam essenciais para manter discrição, principalmente nos andares mais baixos de apartamentos com grande circulação de pessoas”, diz Danielle Dantas. Isolamento térmico Os tecidos blackout são especialmente mais densos, o que possibilita reduzir a troca de calor entre o exterior e o interior, além de oferecer proteção térmica, ajudando a proteger pisos e móveis contra os efeitos nocivos dos raios ultravioletas, prolongando a vida útil dos bens da casa. “No verão, impedem que o calor excessivo adentre o ambiente, e no inverno, os tecidos seguram as rajadas de ventos gelados”, apontam as profissionais. Isolamento acústico O material também ajuda a abafar sons e ruídos externos, deixando o ambiente interno mais silencioso e tranquilo. “Uma boa opção para quem mora em zonas mais urbanas ou barulhentas da cidade”. Decoração As cortinas blackout são versáteis nos estilos e estão disponíveis em uma ampla gama de cores, padrões e texturas que valorizam a decoração dos ambientes. “Podem e devem ser usadas com xales de tecido de cortina decorativos. Essa composição possibilita um maior controle de luz e potencial decorativo de visual leve e moderno”. A ideal Segundo as arquitetas, existe um tipo ideal para cada ambiente, que vai suprir necessidades práticas e estéticas. Entretanto, é preciso considerar a função do cômodo e lembrar que há diferentes percentuais de blackout, variando de 50% a, até, 100%. “Nos quartos, por exemplo, cortinas com 100% de blackout bloqueiam completamente a luz, garantindo um sono reparador. Já nas salas de estar e TV, é importante priorizar as que equilibrem o controle de luz e estilo, então recomendamos o de 70% a 90%, o suficiente para controlar o brilho em momentos de lazer, como assistir à TV. No home office, para alcançar o equilíbrio entre luz natural e privacidade, o bloqueio de 50% a 60% é ideal. Na cozinha, o mesmo modelo do home office, mas com tecidos que sejam fáceis de limpar e resistentes à umidade”, explica Paula. Tecidos Quanto ao material, Danielle e Paula ressaltam que o poliéster é comum para cortinas blackout devido à durabilidade e facilidade de manutenção, sendo o mais indicado para quem busca uma solução prática e econômica. Mas, as misturas de algodão oferecem um toque mais suave e natural, proporcionando um acabamento elegante ao ambiente. Podem ser combinadas com forros blackout para maior eficácia, mas que dependem do modelo escolhido, entre esses o mercado oferece tipos, como persianas blackout, persiana romana blackout, cortinas rolô blackout, painel blackout, entre outras, que devem ser avaliadas na loja e com um profissional. Antes da compra, para saber o tamanho ideal a um ambiente, é necessário medir corretamente o espaço que a cortina cobrirá e adicionar cerca de 20 cm de cada lado da janela para haja folga e frestas sejam evitadas. Além disso, Danielle alerta para a altura da cortina. “É preciso deixá-la rente ao piso ou mesmo solta com uma folga, assim evita-se que a luz vaze por baixo dando uma sensação de espaço maior”. Após escolher as cortinas, é importante decidir se a instalação será feita em varões ou trilhos. Os varões, apesar de terem uma colocação e manutenção simples, deixam vazar um pouco mais de luz na parte superior. Já os trilhos, embora possam exigir uma instalação mais especializada, quando embutidos em cortineiros, ou colocados rentes ao teto, bloqueiam melhor a luminosidade. Além disso, as persianas blackout geralmente vêm com suportes próprios e específicos para cada modelo. Manutenção As cortinas e persianas devem ser incluídas na faxina de rotina de casas e apartamentos. “Sua limpeza básica e frequente é muito importante para garantir a saúde dos moradores, sobretudo aqueles que têm problemas respiratórios, alergias, ou moram em grandes cidades”, aconselha a dupla. Pelo menos uma vez por semana, é indicado utilizar o aspirador de pó (sempre com o bocal de escova) nas cortinas para retirar a poeira da superfície, a fim de evitar que se acumule nos tecidos. Além da limpeza do dia a dia, é recomendada, duas vezes ao ano, a lavagem mais profunda em casa ou a seco por uma empresa especializada. “Indicamos que esse intervalo não seja maior do que 8 meses. Depois que a poeira se acumula fica cada vez mais difícil a sua remoção, resultando em manchas impregnadas”, finalizam as arquitetas.