[[legacy_image_273765]] Santé! Conheci a nova carta de vinhos do Madê Cozinha Autoral, em Santos, restaurante do Dário Costa, vencedor do reality Mestre do Sabor, em 2020. O chef, que valoriza a agricultura familiar e serve pescados da época, em máxima atenção ao meio ambiente, aplica também à carta de vinhos a preferência pelos pequenos produtores. E o melhor é que acolhe o vinho brasileiro, dando maior identidade aos rótulos, alguns exclusivos e, inclusive, orgânicos. “A ideia é prestigiar a produção do nosso País, assim como já fazemos com os ingredientes da nossa cozinha. Como são produções pequenas, geralmente não passam de 3 mil garrafas, são mais exclusivos”, enfatiza Dário Costa. O chef, que também curte surfe, pegando ondas pelo Brasil conheceu a Cata Terroirs e logo se interessou por seus vinhos, uma vez que eles priorizam os pequenos produtores de uvas de diferentes terroirs da Serra Catarinense e região. Fundada pelos jovens Eduardo Strechar, enólogo, e André Marchiori, empresário, a vinícola tem um acompanhamento in loco do ciclo da videira, auxílio aos produtores nas decisões desde a poda até a colheita. E eles são conscientes da particularidade de cada safra, na busca pelo melhor de cada vinho. A Cata Terroirs tem como CEO outro jovem: Luca Fumagalli, sommelier, que trabalha no desenvolvimento comercial e posicionamento da marca. Aliás, ele veio a Santos apresentar os rótulos. No restaurante de Dário Costa, você encontra o Cata Terroirs Chardonnay 2021 com uvas de Vacaria, Campos de Cima da Serra (R\$ 63 a taça e R\$ 236 a garrafa). Esse rótulo é fermentado em barricas de carvalho de 600 litros e toda a continuidade da vinificação feita em carvalho. Ele estagia 12 meses sur lie, ou seja, o líquido permanece em contato com as borras finas da vinificação. Um vinho de personalidade, com estrutura, mas que harmoniza facilmente com quase, se não todo, o cardápio do Madê, por ser gastronômico e versátil. O Cata Pinot Noir 2021 (R\$ 236 a garrafa) também se destaca na carta. Ele é fermentado parte em tanques de inox e parte em barricas de carvalho francês. Depois, amadurece por 12 meses em barricas de 500 litros de carvalho francês. Acompanha muito bem o Tuna Wellington (atum folheado), pois o defumado do prato condiz com o amadeirado desse Pinot. Já os rótulos da Cão Perdigueiro são criações do enólogo Arlindo Menoncin. Ele produz vinhos artesanais em edições muito limitadas. A marca se denomina como caçadora de uvas, pois não possui vinhedos nem vinícola. Eles caçam as uvas em diferentes regiões, espalhadas pelo Brasil. O objetivo é sempre a busca de diferentes terroirs. Impressionou-me o vinho laranja da uva Peverella (R\$ 59 a taça e R\$ 224 a garrafa), casta trazida por imigrantes italianos na segunda metade do século 19. A fermentação é feita em inox por 14 dias em contato com as cascas e o amadurecimento em carvalho francês dura 6 meses. Depois, o vinho é engarrafado sem filtragem. Trata-se de um rótulo peculiar de muita personalidade, saboroso, com acidez marcante e taninos presentes. Da Cave Geisse, em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, o Madê apresenta o Espumante Brut Cave de Amadeu, do enólogo Carlos Abarzúa. Com a mescla de Chardonnay e Pinot Noir, o resultado é um espumante muito fresco, com bom corpo e cremosidade. Se você tem dúvida na escolha, ele combina com quase tudo. Para os que querem uma opção para o dia a dia, sem mimimi, fácil de beber, há o Vinho de Combate, branco e tinto. Idealizado e criado pela sommelière Gabriela Monteleone, e com vinificação do enólogo Luís Henrique Zanini (fera da Era dos Ventos e da Vallontano), é uma bebida com notas de contracultura e mudanças de comportamento. Em bag in box de três litros, muito agradável (R\$ 32 a taça). Por sua vez, a Don Guerino, de Alto Feliz, na Encosta Sul da Serra Gaúcha, continua firme nas opções de vinhos do Madê. A linha Sinais (R\$ 142) – do branco Sauvignon Blanc, do rosé Malbec e do tinto Merlot Cabernet, assim como o Espumante Moscatel Rosé – faz sucesso entre os clientes já fãs desses rótulos. [[legacy_image_273766]] A nova carta tem 14 rótulos: quatro tintos, quatro brancos, dois espumantes, dois rosés e dois laranjas (vinhos de uvas brancas vinificados com as cascas, como os tintos). Os valores vão de R\$ 142 a R\$ 236. Até a próxima taça! momentodivino@atribuna.com.br @claudiaenoamigos AgendaDia 14/6 das 18h às 22hEnoteca Decanter promove Feira de Vinhos de Portugal com mais de 50 rótulos, presença dos produtores e finger food do chef Marius GreweLocal: Centro Português (Rua Amador Bueno, 188).Preço: R\$ 249. Informações: 2104-7555 e 99135-0758