[[legacy_image_337894]] Com uma história que começou em uma igreja no interior de Minas Gerais, Rhener Freitas, de 28 anos, aproveitou as oportunidades para realizar o sonho de trabalhar com arte. Adolescente, formou uma banda com os amigos e, ao final do Ensino Médio, se mudou para São Paulo para estudar e atuar em cinema, TV e teatro. Entre seus sucessos, Rhener integrou o elenco do seriado Bia, da Disney Channel, tornando-se queridinho do público teen. Mais tarde, fez O Coro, mais um hit da Disney, com direção de Miguel Falabella. Um outro desafio foi atuar no musical Ney Matogrosso - Homem com H. Não deixando de lado sua veia de cantor e compositor, o artista gravou o EP Boneco de Teste, um projeto autoral, com cinco músicas. No cinema, ele interpreta Sérgio, o baterista do Mamonas Assassinas, no filme sobre a trajetória da banda cujos integrantes morreram em um trágico acidente aéreo nos anos 90. O longa estreou no fim de 2023. Quando e como foi que você descobriu a vocação para arte?Aos 6 anos de idade, fiz a minha primeira peça de teatro na escola. Aos 9, comecei a tocar violão e não conseguia parar, aí descobri minha paixão pela arte. Minha vida no interior era uma grande aventura, passava o dia todo na rua, gostava de contar histórias, criar personagens e tocar com meus amigos. Sou eternamente grato pela infância que tive. Viver uma parte dela com a minha avó Elza foi benção pura. Como foi participar do filme Mamonas Assassinas e dar vida a uma história marcante para o Brasil?Foi um presente depois de tantos anos buscando uma oportunidade no cinema. Estrear no cinema nacional com essa pérola foi incrível. Mamonas foi uma das primeiras bandas que eu escutei e, inclusive, fazia parte do repertório da minha banda de infância. Quando li o roteiro e entendi a grandiosidade do meu personagem, olhei para o céu e agradeci. E aí, quando começamos os ensaios, eu entendi que o tempo era curto, entrei no personagem e só saí depois do fim das gravações. Até raspei a cabeça para me despedir dessa história que mexeu tanto comigo. Como participar do coro da igreja te ajudou na trajetória como artista? Me ajudou na minha trajetória humana, espiritual e artística. Na minha cabeça, tudo isso caminha junto. A igreja me permitiu sentir o amor vindo da música e a força da oração em conjunto. Sempre me dediquei à música na igreja, pois quando se trata de Deus, eu me entrego, e isso me ensinou muito em questões melódicas e sobre a responsabilidade e poder que a música e a oratória têm na vida das pessoas. Qual foi o melhor momento de sua carreira e o mais desafiador? O melhor momento foi quando morei em Buenos Aires e gravei a série Bia, do Disney Channel. Estava nas nuvens, vivendo um sonho e trabalhando com o que amo, rodeado de pessoas maravilhosas. O brilho no olhar era constante. Ali senti que o fato de sair do interior para a cidade grande valeu a pena. O mais difícil foi quando voltei para o Brasil e me deparei com a pandemia. Estava no ápice e do nada não podia trabalhar, Isso mexeu muito com o meu emocional. Logo estabeleci uma rotina de estudos e trabalhava por mim mesmo, pela minha saúde mental. Quem é o Rhener Freitas longe das câmeras? O que ele mais gosta de fazer nas horas vagas? Difícil me definir longe das câmeras, eu mudo a cada semana. Acho que sou um cara tranquilo, gosto de ficar em casa vendo filmes, séries, lendo e fazendo muita música. Preciso estar sempre criando, faz parte de mim, fazer arte. Amo encontrar meus amigos de longa data, ir para o estúdio, produzir meus sons e clipes, ir a shows, festivais e academia, comer bem, caminhar pela cidade e viajar quando posso. O que podemos esperar do Rhener Freitas para o futuro? Me esperem nos palcos! Fazendo shows e expressando minha arte por onde passo. Só consigo ser assim. Continuarei dando vida a novos personagens em filmes, séries e peças de teatro. Esse ano irei lançar mais músicas e clipes. Nunca tem fim. Como foi gravar Boneco de Teste?Foi mágico. Meses intensos de trabalho e entrega. Minha música é muito importante para mim, eu tenho cuidado em ser sempre sincero e autêntico. Confesso que foi necessário muita coragem para lançar minhas músicas, pois elas são as minhas histórias, boas e ruins. A sensação de finalmente dar start no meu projeto autoral é bem intensa. Acordo pensando nisso e me sinto voraz para realmente me estabelecer na cena musical. Escutem Boneco de Teste. Qual é sua fonte de inspiração? E o que te move? Os detalhes da vida me inspiram, escutar música boa me inspira, as pessoas me inspiram. Filmes, livros, dramas particulares. O que me move é a minha necessidade de criar, as inspirações que caem em mim. Busco estar em sintonia com o universo, tenho muitos sonhos e viagens astrais. Assim como digo na minha música, “calma: eu tento me transformar na melhor versão de mim”. E tento pois quero viver bem. Confesso que minha mente me dá umas rasteiras às vezes e me sinto inseguro. Sei que a nossa evolução é constante e busco seguir o meu caminho sem tropeçar no próximo, apenas ajudando da maneira que posso.