[[legacy_image_330553]] Com apenas 27 anos, a atriz paulistana Thainá Duarte acumula papéis em produções de destaque. Estreou jovem, em 2016, no longa Mundo Cão, que lhe rendeu logo de cara uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Rio. Esteve na Irlanda gravando o piloto da série Dawn (MGM), sendo dirigida por Robert Stromberg, que levou o Oscar em 2009 e 2010 com Direção de Arte. A atriz também passou uma temporada no Rio de Janeiro para participar da novela I love Paraisópolis. Teve sua estreia nas séries em Se Eu Fechar Os Olhos Agora, para qual recebeu uma indicação ao Emmy, e estrelou 3% (ambas da Netflix). Atualmente, é a mais jovem protagonista das duas temporadas de Aruanas (Globoplay), que teve cenas gravadas em Cubatão e trata da temática ambiental. “Eu não era tão ligada na pauta ambiental. Depois de fazer a série, esse tema se fez extremamente presente na minha vida”, disse. Agora, está aguardando o lançamento do longa Barba Ensopada de Sangue, uma adaptação literária dirigida por Aly Muritiba. Também está na série sucesso de crítica e público Cangaço Novo (Prime Video), dirigida por Aly Muritiba e Fábio Mendonça. Você tem feito muitos papéis com temática bem brasileira, como Aruanas e Cangaço Novo. Você se identifica com essas personagens?Sim, me identifico com essas personagens e com as histórias contadas. O Brasil tem muita cultura e história para contar e representar. Vejo que descentralizar formatos de narrativa e trazê-las para um contexto nacional onde a gente se identifique só tem a acrescentar no mercado audiovisual. Esperava o sucesso enorme de crítica e público de Cangaço Novo? O que você acha que fez a série cair no gosto do público?Com certeza. Quando estávamos filmando, as expectativas eram altas porque sabíamos da qualidade do que estava sendo feito e do potencial do projeto, mas não tinha como prever que a série seria tão bem aceita. Foi uma surpresa muito gratificante! Acredito que os personagens humanizados, no sentido de fazerem o público questionar o que é bom e ruim, foi algo que aproximou o público. A atenção que o roteiro deu, por contar a história de fundo dos personagens e não só a narrativa principal de ação, fez com que a série se tratasse muito mais sobre essas relações do que sobre as temáticas que em uma primeira impressão impactam o público, e isso gera identificação. Aruanas fala da temática ambiental. Inclusive teve cenas gravadas em Cubatão, aqui na Baixada Santista. Essa é uma preocupação sua na vida pessoal e profissional. Você escolhe papéis que também passem uma mensagem importante?Tenho sido gratificada com as personagens que recebo por apresentarem novas percepções de mundo e temáticas que eu desconhecia. Antes de filmar Aruanas, por exemplo, eu não era tão ligada na pauta ambiental e depois de fazer a série esse tema se fez extremamente presente na minha vida. No meu momento de carreira, até então não foi muito sobre escolher e mais sobre me conectar a esses universos de forma que faça sentido que eu interpretasse essas personagens. Fico feliz que as pessoas recebam assim. Acredito também que por trás de cada personagem pode existir uma mensagem importante para ser passada. Que atrizes te inspiram?Tenho como grande referência, primeiramente, as atrizes que me receberam no ofício porque essa entrada no meio é marcante. No meu primeiro filme, contracenei com Adriana Esteves e até hoje me lembro de coisas que ela me falou. Depois, fui filha de Dani Ornellas na TV e ela que me conectou com Ruth de Souza, que em seu último trabalho interpretou minha avó no audiovisual (ela morreu em 2019). Taís Araújo, Camila Pitanga, Débora Falabella e Leandra Leal me abraçaram em Aruanas e me ensinaram muito. Recentemente, trabalhei com Laila Garin em uma série que está por estrear e foi de tirar o ar. Eu acompanho a caminhada de atrizes internacionais e de outras atrizes com as quais ainda não trabalhei, e espero trabalhar, mas tenho para mim que a inspiração vem da relação humana que cada profissional cria no meio e por isso minha lista de musas referenciais passeia pelos sets em que já estive. Quais são os projetos para 2024?Continuar estudando atuação e trabalhando com o que eu amo e na torcida para que o público receba bem os projetos que estão por estrear.