[[legacy_image_237444]] Na arquitetura, alguns elementos exercem a dupla atribuição de conferir funcionalidade e um toque decorativo. Esse é o caso das cortinas, que nos ambientes podem cumprir o papel almejado de acordo com o momento e a vontade dos moradores. Mas se engana quem ainda pensa que cortina é tudo igual. Com diversos modelos e materiais, as características e demandas são essenciais para determinar qual é a mais adequada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pensando nisso, as arquitetas Andrea Camillo e Giselle Macedo e a designer de interiores Patrícia Covolo prepararam, a seguir, um guia que ajuda a definir a cortina ideal para cada lugar da sua casa. Tipos Os modelos são classificados como cortinas de tecidos ou persianas industrializadas. Entretanto, uma segmentação que parece ser simples é subdividida por conta das inúmeras possibilidades de materiais para execução e acabamentos. De modo geral, pode-se explorar a simplicidade do abrir ou adentrar por meio de formatos conhecidos no mercado como romana, rolo ou com aletas (de plástico ou madeira). No tocante às cortinas de abrir, a sua estrutura pode contar com atributos como pregas (macho e fêmea) ou o estilo americano, com as folhas para a abertura central ou apenas uma que se move para a lateral. A diversidade de materiais também é bastante ampla, podendo ser produzidas em fibras sintéticas ou naturais, madeira ou tecidos como veludo, seda, algodão e linho. Para a cortina de sol ou correr, Gisele Macedo diz preferir usar a gaze de linho, que é leve e prática para a lavagem no dia a dia. Persianas As de rolo são comumente atribuídas para a proteção solar. Oferecem uma estrutura de modo que, quando recolhidas, ficam bem discretas e sem volume. Podem ser feitas de diversas opções de tecidos e cores para projetos de home office, cozinhas e lavabos. Já a persiana romana é muita empregada em dormitórios e salas. Ela demanda a utilização de tecidos sintéticos ou naturais mais incorporados, e é composta por lâminas horizontais que estão estruturadas de maneira similar a “gomos”. É conhecida por atribuir ares mais charmosos e aconchegantes aos ambientes. + critérios Segundo as profissionais, o fundamental é avaliar as especificidades do cômodo para relacionar a persiana com a funcionalidade de cada material e modelo. “Em geral, avaliamos a proposta do décor, as expectativas do cliente e a incidência de sol no local. Privacidade, a intenção de proteger o mobiliário dos raios solares e o escurinho para assistir a filmes e séries são pontos que precisam ser considerados”, explica a arquiteta Giselle Macedo. Em um dormitório, tecidos mais leves costumam ser indicados, uma vez que são eficazes para agregar privacidade, sem tirar ou vetar totalmente a iluminação natural. “Entretanto, em salas com um volume demasiado de sol, a persiana com tela solar é recomendada para proteger a integridade dos móveis, que, com o decorrer do tempo, podem acabar sendo danificados, por conta dos raios ultravioletas”. Pensando na durabilidade das peças, as especialistas são unânimes em afirmar que a combinação entre tecido de qualidade e um bom profissional para sua confecção é primordial, já que a cortina não é algo substituído com frequência no décor de cada ambiente. No caso das persianas, a recomendação é buscar por marcas e lojas conceituadas no mercado – um cuidado que assegura a qualidade do item. Depois de definidos os quesitos destacados acima, acabamento e design fazem total diferença no resultado da cortina no espaço, imprimindo personalidade, vida ou sofisticação, entre tantos atributos almejados. “A cortina de abrir de tecido é atemporal. Com o passar dos anos, ainda surgiram as telas solares, que são muito usadas atualmente – além da proteção, elas podem garantir transparência interessante. O resultado depende da trama escolhida, do material e composição. Falo para o cliente que a cortina pode ser a cereja do bolo, pois, muitas vezes, nos deparamos com espaços que nos passam uma sensação de vazio e sem graça por sua ausência”, aponta a arquiteta Andrea Camillo. Passando pelo estilo, o modelo certo está diretamente relacionado à proposta. Entre as possibilidades, um ambiente com viés vintage pede por cortinas de madeira, enquanto a inspiração do clássico tem como ser alinhada com uma cortina dourada de varão ou tecido, que possibilita o charme da iluminação natural para o cômodo. Varão x trilho Entre os tipos de instalação de cortinas estão aplicar varão ou, então, trilho. Por serem diferentes nos aspectos praticidade e design, o morador e o profissional de decoração devem analisar qual padrão melhor atenderá o projeto. Bastante queridinho, o varão figura pela praticidade e por conta do modelo de instalação, que não demanda um espaço reservado ou um especialista. Soma-se também a simplicidade para limpeza, visto que o formato acumula menos sujeira por não dispor de tantos vãos, bem como propiciar a retirada fácil – da mesma forma como é colocado no ambiente. O trilho é indicado quando o projeto prevê a execução de sancas de gesso ou madeira para esconder a peça. “No caso dos varões, o cortineiro não é necessário. A aparência com o trilho é muito mais elegante”, diz Patrícia Covolo. Onde não usar Dentro da sua versatilidade, o único ambiente contraindicado para a presença da cortina é o banheiro, em razão do grande volume de umidade. Além de demorar para secar, a água também é um fator determinante para a durabilidade da peça, assim como a incidência do sol. Materiais MADEIRA: “Consideramos o seu uso especialmente em escritórios e dormitórios masculinos. No dia a dia, é superprática para o manuseio e a limpeza”, afirma Patrícia Covolo; ALUMÍNIO: Com manutenção supersimples, essa cortina costuma ser considerada em ambientes de escritórios e cozinhas; XALES: É o acabamento das cortinas, principalmente para os modelos romana e rolo; BLACKOUT: Opção recomendada para ambientes com a necessidade de bloquear a luminosidade e, ao mesmo tempo, manter o conforto térmico. Pode compor versões de cortinas como a rolo e a romana.