[[legacy_image_232523]] Animadas e barulhentas, as festas de Réveillon estão chegando. Para muitas pessoas, os fogos de artifício são sinônimo de alegria na virada do ano, mas o que muitos não sabem é que eles podem ser um verdadeiro pesadelo para os cães e gatos. Por isso, confira algumas dicas para amenizar o sofrimento do seu bichinho de estimação e aproveitar o início de 2023 com segurança e tranquilidade. O barulho dos fogos de artifício pode assustar – e bastante! – os pets. Mas por que isso acontece? A audição dos cães e dos gatos é muito apurada. Por se tratar de animais que possuem linhagem selvagem, o sentido da audição está bem relacionado a poderem caçar as suas presas, se alimentarem e também para não virarem alvo fácil de predadores. Estudos de universidades renomadas pelo mundo indicam que os cães conseguem escutar quatro vezes mais do que o ser humano. Já os gatos domésticos possuem uma audição ainda mais apurada do que a dos cães: os felinos podem alcançar faixas ultrassônicas de até 1.000.000 Hz (hertz), em comparação aos 20.000 dos humanos. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), barulhos muito altos, assim como os dos fogos de artifício, podem causar estresse físico e psicológico nos animais de estimação. “É bem importante que o pet esteja protegido em um ambiente fechado com o seu tutor, sendo sempre acalmado”, explica o médico-veterinário Felipe Ramires. Ele diz que o ideal também é proporcionar ao bichinho um dia com mais atividades físicas e mentais, como passeios e brincadeiras antes de anoitecer, para que durante o período noturno eles estejam mais relaxados. “Em casos em que a pessoa tem mais de um animal, é importante que estejam em cômodos separados, para que se evite brigas e machucados por conta do medo do barulho dos fogos”, afirma o veterinário. O uso de chumaços de algodão nas orelhas do pet durante a queima de fogos também pode ajudar a minimizar esse momento traumático. Mas não se esqueça de retirá-los após a virada de ano. Em casos em que o animal prefere se esconder, respeite. É onde ele se sente seguro para esse momento de estresse. Para Ramires, é “muito importante que esses bichinhos estejam num refúgio com seus tutores a fim de se sentirem seguros e ficarem sobre supervisão a todo momento, em um cômodo afastado e fechado totalmente (portas e janelas)”. O uso de ventiladores e ar-condicionado pode ajudar a evitar os barulhos externos. Se o seu animal de estimação é muito assustado e estressado, dependendo do quadro de sensibilidade que ele apresenta, o médico-veterinário pode prescrever medicação para diminuir a ansiedade do pet. Varia muito conforme a idade e eventuais comorbidades do bichinho. Se ele ficar estressado, o que fazer?O ideal é tentar acalmar o animal, conversar com ele, dar atenção e brincar. “Se, por acaso, o pet não diminuir sintomas de ansiedade, como respiração ofegante, tremores, miados e latidos excessivos, coração acelerado, mudanças comportamentais e pupilas dilatadas, é importante que o tutor o leve a um atendimento veterinário de emergência para ser tranquilizado com medicação injetável e seus parâmetros vitais monitorados por um médico- veterinário”, indica Felipe Ramires. No caso dos felinos, o especialista ainda diz que é fundamental que o tutor os deixe sempre sobre supervisão em um quarto fechado, longe de sacadas e portas que dão acesso direto à rua. “Deixe à disposição brinquedos, arranhadores, fontes de água, comida úmida, cat nip (erva do gato) e estimule o animal a brincar com varas com penas e brinquedos móveis ou a corda, por exemplo”.