[[legacy_image_316508]] À medida que o ano se despede, surge o momento reflexivo: ser o autor da própria história empresarial ou seguir a trajetória segura do regime CLT (com carteira de trabalho assinada)? “Ser ou não ser... dono do seu nariz” ecoa como um convite para repensar o papel profissional. A vontade de empreender cativa muitos, mas será que todos nasceram para isso? Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o consultor de negócios e especialista em marketing, Cesar Ossamu Anno Filho, há dois impulsos que levam à decisão de empreender: necessidade e oportunidade. “A necessidade é quando a pessoa não tem a possibilidade de trabalhar num regime CLT e ela vai empreender. Já o caso da oportunidade acontece com aquela pessoa que acaba experimentando produtos e serviços que estão disponíveis no mercado e chegando a conclusão de que pode fazer aquilo melhor ou de uma forma diferente e mais eficiente”. Descobrindo sua vocação empresarial Identificar se o empreendedorismo é a escolha certa não exige apenas ferramentas e testes, mas também a análise do comportamento. O especialista destaca que a disposição para melhorar a cada dia é um sinal promissor. “Se a pessoa tem essa busca, essa vontade, essa disposição em sempre estar fazendo o melhor a cada dia, é muito provável que ela tenha uma aptidão para o empreendedorismo”. De uma forma mais prática, Filho diz que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por exemplo, oferece treinamentos focados não apenas no conhecimento nas áreas que envolvem o negócio – como finanças, marketing jurídico, administração, gestão de pessoas – mas nos comportamentos essenciais para o sucesso empreendedor, já que “não adianta ter todo conhecimento se não tiver comportamentos que sejam favoráveis ao empreendedorismo”, diz. Sinais de um perfil empreendedor “Para um empreendedor de sucesso, a persistência é a chave”, admite o especialista. Cada tropeço é uma oportunidade de reinventar, uma qualidade essencial para o empreendedor. Ou seja, “cada vez que você errar, tentar fazer de uma forma diferente, de uma forma mais eficiente, sempre procurar melhorar. Vai ter a sensação de que voltou para o ponto de partida, mas você continua na caminhada”. CLT X empreendedorismo Muitos, ao trilhar o caminho do empreendedorismo, enaltecem a estabilidade e previsibilidade da CLT. “É confortável”, afirmam. O salário mensal é garantido, proporcionando uma visão clara de ganhos anuais e permitindo planejamento financeiro. Além disso, a possibilidade de crescimento dentro das regras estabelecidas oferece uma sensação de segurança. No entanto, em contrapartida, a CLT pode ser motivo de frustração para aqueles com ímpeto de crescimento e inovação. “A pessoa pode se sentir insatisfeita e pensar que as coisas na empresa poderiam ser feitas de forma diferente, ser melhoradas. Isso porque dentro do regime CLT ela vai seguir a cabeça de outra pessoa – o chefe ou dono – e muitas vezes quando ela vai para o empreendimento próprio ela tem a possibilidade de começar algo diferente, de implementar suas ideias, de desenvolver aquilo em que acredita”, explica o consultor de negócios e especialista em marketing. Já o empreendedorismo, embora apresente um cenário mais desafiador, oferece uma recompensa à altura do empenho e da dedicação investidos. Filho destaca que o esforço tende a ser recompensado, e os resultados podem superar expectativas. “No empreendedorismo, onde não há fronteiras, o esforço é recompensado sem limites”. Dentro da CLT, barreiras e limites para o crescimento são inerentes. Existe um estágio máximo, um ‘teto’ que, muitas vezes, frustra as aspirações de quem busca mais. Por outro lado, no empreendedorismo, o céu é o limite. Todo esforço e empenho são investimentos em um terreno sem fronteiras, que oferece a liberdade de moldar ideias, implementar mudanças e seguir sonhos.