[[legacy_image_211899]] É bom deixar algo claro desde o início deste texto, para que a gente possa conversar melhor: Blonde, filme dirigido por Andrew Dominik que chegou nesta semana à Netflix, é tanto uma biografia de Marilyn Monroe quanto o recente Elvis, de Baz Luhrmann, é uma biografia de Elvis Presley. Nenhum dos dois filmes tem qualquer obrigação de fidelidade aos fatos. Eles abusam da ficção – e de uma dose considerável de estilo – para contar as vidas de dois personagens trágicos. Blonde consiste em uma fantasia que se propõe a mostrar uma Marilyn que sempre foi um produto – criado por homens e que nunca existiu de fato – e uma Norma Jeane, a mulher por trás da personagem, frágil, infantilizada e incapaz de se defender dos constantes abusos que sofreu ao longo da vida – primeiro por sua mãe, depois por uma interminável lista de homens. O filme não tem qualquer pudor em mostrar esses abusos, a ponto de ter sido o primeiro título da Netflix a receber classificação para maiores de 17 anos. Se você assistir ao filme, vai entender como são muitos abusos. Da mãe com problemas mentais, que a colocava constantemente em risco, aos diversos estupros que sofreu. Marilyn praticamente não faz outra coisa nas quase três horas de filme que não seja sofrer. Da infância à morte mais do que prematura aos 36 anos, aos dois casamentos, aos pouquíssimos momentos de felicidade... Se Marilyn era uma diva adorada pelo mundo, a verdadeira Norma Jeane não passava de uma refém do personagem, por mais que precisasse dele. A atriz cubana Ana de Armas, que vive Norma/Marilyn, faz uma atuação impressionante, e a semelhança física com a maior estrela que o cinema já conheceu também chama a atenção. No elenco, ainda estão Bobby Cannavale, Adrien Brody, Caspar Phillipson e Lucy DeVito. Vale destacar a fotografia do filme, que é quase todo em preto e branco, com poucas e oníricas cenas coloridas. Blonde se baseia no livro de Joyce Carol Oates e é fruto de uma luta de 11 anos do diretor para conseguir um estúdio que liberasse dinheiro para um projeto tão obviamente contra a própria indústria. Mas o movimento #MeeToo e a visão independente da Netflix fizeram o projeto acontecer. Ele vai mostrando, na sequência, dos abusos aos amores, dos filmes e cenas clássicas, como às de Os Homens Preferem as Louras, aos momentos em que a dor da vida real é maior do que a própria capacidade de fingir. Está longe de ser um filme agradável. Na verdade, é bem indigesto, já que foca mais nas feridas emocionais de Norma com a mãe e o pai ausente, os homens que sempre a trataram como objeto e os efeitos disso em toda a sua vida adulta, mas é, certamente, uma reflexão necessária para quem gosta de cinema e raramente tem a oportunidade de refletir sobre a indústria de mitos e suas mentiras. E isso é educativo para a visão de mundo de todos nós.Nota do crítico: +++++ +++ Jackman é Wolverine de novoO ator Hugh Jackman vai voltar a viver o personagem Wolverine no terceiro filme de outro herói da Marvel: Deadpool. O anúncio foi feito pelo próprio intérprete de Deadpool, Ryan Reynolds, em seu Instagram, nesta semana. O filme vai marcar também a estreia do personagem no universo estendido da Marvel, que inclui os longas dos Vingadores e de personagens como Thor, Hulk e Capitão América. Hanks: só quatro filmes bonsO ator Tom Hanks revelou em entrevista recente que, na sua opinião, só estrelou quatro filmes realmente bons durante toda a sua carreira. Quais são eles? Hanks não revelou... Pois é. Entre os vários sucessos do astro, estão o ganhador do Oscar Forrest Gump, os dramas Philadelphia e O Resgate do Soldado Ryan, o adorável musical The Wonders – O Sonho Não Acabou e a comédia Quero Ser Grande, além de sucessos como O Náufrago, Mens@gem Para Você e O Código da Vinci. Quais serão os preferidos de Tom Hanks? Mistério...