[[legacy_image_204741]] Mais segura e precisa, a cirurgia robótica aumenta e muito o nível de excelência do procedimento, seja ele de qual for a especialidade. Em Santos, a Santa Casa conta, desde janeiro deste ano, com um robô produzido na Holanda e nos Estados Unidos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O equipamento aumenta cerca de 10 a 20 vezes o campo de visão do especialista, que não só consegue aproximar o órgão a ser tratado da sua visão, como também permite a observação de vasos e de outros detalhes de toda a cavidade abdominal, graças à visão tridimensional proporcionada pelo robô”, ressalta o médico Eloi Guilherme Moccellin, coordenador do serviço de urologia do hospital. Segundo o cirurgião, na urologia, o robô está sendo muito utilizado para câncer de próstata, tumores de bexiga e de rim - inclusive em casos avançados -, além de cirurgias de alta complexidade de suprarrenal. Eloi destaca que a grande vantagem em uma cirurgia robótica de próstata, por exemplo, é que, como se trata de um procedimento minimamente invasivo, existe a maior probabilidade de preservar os nervos responsáveis pela ereção. “Não que isso seja impossível na cirurgia convencional, mas o robô ajuda muito no processo”. A cirurgia robótica também, em geral, não necessita de cortes e, por isso, sangra menos. “Fazemos pequenos furos. E, quando há necessidade de retirar o órgão, basta uma incisão de, no máximo, dois a três centímetros”. Eloi explica que o trabalho em equipe, que obrigatoriamente é feito na robótica, acaba trazendo benefícios para o todo. “Qualquer procedimento feito com um robô exige alto nível de treinamento. Nada pode ser improvisado. Se uma pinça, por exemplo, foi feita para ser usada 10 vezes, na 11ª o robô não vai funcionar com ela. A esterilização é um outro ponto. O robô não aceita peças que não estejam 100% desinfectadas. A anestesia também deve ser específica e mais segura. Tudo é protocolado em prol da excelência”. O cirurgião que atua na robótica também tem que ter certificação. “Passamos por treinamentos no Hospital Albert Einstein e no Sírio Libanês. Nosso robô é o melhor do mundo”, comemora o especialista. No caso da Santa Casa, por exemplo, uma sala foi exclusivamente projetada para o procedimento. “Fazemos transmissão ao vivo e já nos conectamos, inclusive, com um professor na Alemanha, que nos passou orientações em uma determinada cirurgia. Um médico com uma caneta pode indicar um vaso ou caminho a ser percorrido na cirurgia, mesmo sem estar presente na sala. O robô tem mais articulação e consegue chegar a lugares que o médico, sem esse recurso, não chegaria. Mas vale ressaltar que quem opera, de fato, é o cirurgião. O robô veio para somar”. Apesar de estar sendo mais usado na urologia, a cirurgia robótica também é uma opção para especialidades como aparelho digestivo, cabeça e pescoço, cirurgia torácica, entre outras.