(Adobe Stock) Vários tipos de câncer podem aparecer na cavidade oral, faringe, laringe, seios paranasais e nasofaringe. “Os tumores de cabeça e pescoço são os mais comuns no Brasil, representando cerca de 10% dos casos. Os mais atingidos são os homens acima dos 40 anos. Os sinais de alerta incluem dor de garganta persistente, dificuldade para engolir, lesões na boca que não cicatrizam, rouquidão e inchaços”, destaca Rogério Dedivitis, cirurgião de cabeça e pescoço. O especialista ressalta que o tratamento depende do tipo do câncer. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para melhorar significativamente as chances de cura. “Se for descoberto cedo, as chances de cura chegam a 90%. Por isso que a conscientização e a educação sobre a prevenção são essenciais para reduzir a incidência desses tipos de câncer”. Pessoas contaminadas por HPV oral - papilomavírus humano - apresentam chance 6,29 vezes maior de desenvolver diversos tipos de câncer na região da cabeça e pescoço, como garganta e boca. Além da vacinação, hábitos como o uso de preservativos nas relações sexuais e exames regulares também são essenciais para reduzir o risco de infecção. “O vírus do HPV ocorre principalmente por meio de relação sexual, mas também pode acontecer através de contato pele a pele. A maioria das infecções por HPV é assintomática. No entanto, podem levar a complicações. A vacinação é uma das melhores formas de prevenção, especialmente quando administrada antes do início da vida sexual”. O câncer que afeta a região da orofaringe - que inclui a parte posterior da garganta, a base da língua, as amígdalas e o palato mole - pode ainda ser causado pelo tabagismo e consumo excessivo de álcool. “A incidência do câncer de cabeça e pescoço associado ao HPV está aumentando rapidamente no mundo. Os pacientes geralmente são mais jovens, com boa saúde e podem não ter uma história típica de tabagismo ou elitismo. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 54% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados pelo HPV, e 38% deles, tratam-se dos subtipos de alto risco, associados a alguns tipos de câncer, como o de cabeça e pescoço”. Meninas e meninos dos 9 aos 14 anos são o público-alvo inicial da vacina, que pode ser administrada até os 45 anos, dependendo das orientações médicas. Para adolescentes, a imunização consiste em duas doses com intervalo de 6 meses. Já para pessoas acima de 15 anos, são recomendas três doses. Sintomas Dor de garganta persistente. Dificuldade para engolir (disfagia). Rouquidão/ Mudanças na voz. Nódulos persistentes no pescoço. Sangramento na boca ou garganta.