[[legacy_image_214980]] O câncer de mama não atinge apenas os humanos. Além de ser um dos tumores malignos de maior incidência, cães e gatos também podem ter esse diagnóstico. Mas a que o tutor deve se atentar para prevenir o câncer de mama no pet? Há sinais que podem ser identificados e que indicam a existência da doença? Como é comum surgirem várias dúvidas nessa hora, reunimos a seguir algumas dicas para melhor cuidar da saúde do bichinho de estimação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Assim como ocorre com os humanos, quando se trata do câncer de mama, a conscientização sobre o diagnóstico precoce é crucial, inclusive, nos animais, pois a chance de cura é bem maior quando o tratamento é realizado logo na fase inicial do câncer. “Por isso, a visita ao veterinário acaba sendo tão importante e deve estar na rotina de cuidados com o pet. O ideal é que elas aconteçam, ao menos, a cada seis meses”, observa a professora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhanguera, Janaína Duarte. Os sinais clínicos da doença podem variar dependendo do caso. Porém, os mais comuns são dilatação da mama, presença de nódulos, inchaços, secreção na região mamária, vômitos e falta de apetite. Segundo Janaína, é preciso ficar atento a volumes estranhos no corpo do animal. “Palpações periódicas na região das mamas podem ser feitas pelos próprios tutores e tendem a auxiliar na investigação de irregularidades”. Outra medida preventiva é realizar a castração antes do primeiro ano de vida. Estudos mostram que, com a castração de cadelas até o primeiro cio, há 99% de chances de se evitar o câncer de mama; até o terceiro cio, o percentual vai para 85%. Já nas gatas, se forem castradas até os 6 meses, reduze-se em até 90% a incidência de tumores. CausaDe acordo com Janaína Duarte, a causa do câncer de mama envolve questões genéticas e hormonais, assim como o uso exagerado de injeções anticoncepcionais e a alimentação não balanceada. “Uma alternativa que pode prevenir o problema é a castração antes de completar o primeiro ano de vida. Isso oferece riscos baixos e descarta a necessidade do uso de contraceptivos”. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a enfermidade atinge pelo menos 45% das cadelas. No caso das gatas, a doença alcança, pelo menos, 30% das felinas – no total, cerca de 5% dos registros são de tumores malignos. Ainda conforme pesquisa, 20% dos diagnósticos costumam ser tardios, o que, consequentemente, dificulta o tratamento. Nos machosEmbora com maior raridade, a doença também pode ocorrer em cães e gatos e o rastreamento deve acontecer em todos os pets, independentemente do gênero, a fim de verificar e tratar o problema nos seus primeiros estágios.Confira as dicas