[[legacy_image_254513]] Os cães participam ativamente da vida de grande parte das famílias e, durante o auge da pandemia, muitas optaram por adotar um bichinho para ter companhia. De acordo com o Radar Pet, houve um crescimento de 30% na procura por adoção de animais em 2021. No entanto, com a retomada de muitas atividades presenciais neste ano, alguns tutores agora ficam períodos distantes fora de casa, o que pode ter impactado emocionalmente os animais que acabaram se apegando mais do que o esperado à companhia de seus donos. Relatos, inclusive, mostram que certos cães desenvolveram a síndrome de ansiedade de separação, que envolve sentimentos de medo e abandono e, por vezes, é confundida com carência excessiva ou personalidade. Segundo os adestradores Samara Baccar e Henrique Baccar, a cada dez pessoas que entram em contato procurando ajuda de um profissional, seis casos são relacionados a sintomas de ansiedade de separação. Quando o animal desenvolve a condição, alguns comportamentos indesejáveis podem se manifestar dentro de casa, além de, claro, prejudicar o seu melhor amigo. Como identificarPara ajudar nessa hora, os adestradores ensinam algumas formas de identificar a síndrome. É possível perceber os primeiros sinais a partir da mudança de comportamento do pet. Segundo Henrique, “quando o cão não fica em um ambiente sem a presença de um tutor, ou não faz as refeições, ou não brinca, é preocupante. Também deve-se ter atenção ao seguinte: se na ausência dos tutores há sinais mais brandos, como não comer ou beber água, esperar ao lado da porta, permanecer numa mesma posição até a chegada de alguém. Ou sintomas mais expressivos, como arranhar a porta, destruir ou morder objetos, fazer xixi e cocô fora do local habitual e latir muito”. Para resolverOs tratamentos deverão ser decididos após o animal passar pela avaliação de um profissional. A técnica será baseada na adaptação do seu cão ao ambiente e à rotina do tutor. Devido ao fato de cada cachorro ser único, é necessário entender as necessidades e particularidades do pet. Segundo a adestradora Samara, não há ligação da adoção com o desenvolvimento da síndrome. Contudo, os cachorros costumam ser mais sensíveis. “A síndrome de ansiedade de separação nada mais é do que fruto da dependência afetiva normalmente ocasionada por um convívio intenso, o que costuma ocorrer quando as pessoas adotam um cão, nos primeiros dias. É importante planejar a chegada do novo membro da família considerando a rotina real do lar e a adaptação adequada do pet ao ambiente”. AdaptaçãoCrie uma rotina para seu bichinho e adapte sua casa. Afinal, ele faz parte da família e também precisa se sentir bem. Permita que seja independente e estimule-o a gastar energia sem a sua presença, enriquecendo o lugar com objetos que sejam interessantes para o pet. Faça-o gastar energia, brincar, farejar, para que, em períodos ociosos, consiga relaxar. Mas e os gatos?Apesar de carregarem a fama de independentes, os gatos também podem sofrer com a síndrome de ansiedade de separação. “Por ser mais sutil, o tutor precisa ficar atento aos comportamentos do pet. Caso o felino apresente conduta fora do habitual, como fazer necessidades fora da caixa de areia, falta de apetite, agressividade ou miados excessivos, vale uma atenção a mais”, diz Henrique Baccar.