[[legacy_image_249596]] Modelado em forma de anel, com uma casquinha levemente crocante e uma massa densa, o bagel é ainda pouco comum por aqui, apesar de ser perfeito para sanduíches com pastas, patês, cream cheese, vegetais e proteínas. Por conta da textura especial, ele não desmancha quando recheado e, mesmo com massa mais firme, não é pesado. A especialidade – café da manhã típico dos nova-iorquinos – chegou aos Estados Unidos com os judeus poloneses. Portanto, pensou em Nova Iorque, pensou em bagel, principalmente com bastante cream cheese e fatias finas de salmão defumado. Agora é possível experimentá-lo em Santos. O chef Jeff Silva, que é professor de panificação no Fundo Social de Solidariedade da Cidade, sempre fazia bagels para a mulher, a psicóloga Paola Carmelo Albertin, que é fã do pãozinho. O casal, então, decidiu preparar fornadas sob encomenda para comercializar. Os dois criaram a empresa Nosso Blend, especializada em bagels, e agora, também estão produzindo waffles, tudo com fermentação natural. “Nossas massas são veganas, sem nenhum produto de origem animal, apenas nos recheios, mas também temos os veganos. Queremos um alimento que seja pra todos e que todos possam comer juntos”, diz Paola. O casal também vende os sanduíches com bagel em feirinhas e eventos. A agenda sempre está no Instagram @onossoblend. É possível encomendar por lá ou, então, pelo WhatsApp 99609-5930. Entre os sabores, há os com cobertura de gergelim, cebola e salsa, açúcar e canela ou simples (R\$ 5 cada); parmesão, uva-passa ou gergelim com salsa e cebola (R\$ 6 cada). Ao comprar pacote com cinco unidades, saem R\$ 4 e R\$ 5 cada respectivamente. Há ainda as pastas para rechear, como creme de alho-poró (R\$ 22,90), mix de queijos (R\$ 25,90), creme de azeitona roxa (R\$ 24,90), doce de leite (R\$ 24,90) ou compota de morangos (R\$ 24,90). Os potes têm 150g cada. Textura única é diferencialO diferencial desse tipo de pão de origem judaica é que ele passa por um cozimento em água antes de ser assado no forno, o que torna a sua consistência única, com casca mais lisa e miolo macio e denso. Há teorias sobre o motivo da iguaria ser feita dessa forma. Uma delas é que a fervura ajudava na fermentação da massa durante o frio do Leste Europeu, a origem do bagel. Outra está ligada à tradição judaica do Sabbath. Como não podem trabalhar aos sábados, os judeus cozinhavam a massa para acelerar o processo. Fato é que esse cozimento é que dá essa textura única. Cozinhar em água fervente cria uma casca antes de ir ao forno. A água do cozimento não penetra muito no interior do bagel, pois o amido da parte exterior gelatiniza e forma uma barreira. E essa casca evita que o bagel cresça muito no forno, o que o torna mais denso e até um pouco borrachudo. Algo que, incrivelmente, é bom para os sanduíches de recheio cremoso.