[[legacy_image_327100]] Indicado ao Prêmio Fita 2023 de Teatro como Melhor Ator, João Côrtes vive ótima fase. Nascido em 1995, tem a vida marcada pela arte. Com apenas 3 anos de idade, começou a fazer dublagens e locuções publicitárias e de lá para cá nunca mais parou. Ao longo de sua trajetória, participou de produções da TV Globo, peças teatrais e também de longa-metragens. Fluente em inglês, seu primeiro trabalho no idioma aconteceu em 2021 para a HBO Max, na série O Hóspede Americano. Entre outros trabalhos, Côrtes participou do álbum audiovisual Gracinha, da cantora Manu Gavassi, lançado no Disney+, em que interpretava o narrador da história. Em 2022, assinou a colaboração de roteiro em Depois do Universo, da Netflix. No mesmo ano, chegou ao Globoplay como Celso Tadeu em Encantado’s, gravando a segunda temporada em 2023. Por trás das câmeras, João, que fez sua estreia como roteirista e diretor com o longa-metragem Nas Mãos De Quem Me Leva, premiado em diversos festivais internacionais, entre eles as categorias Melhor Diretor e Melhor Filme no New Cinema Film Festival, em Portugal, e Melhor Roteiro no Seoul Film Festival, na Coreia do Sul, teve o filme Depois do Universo, em que assina a colaboração de roteiro. Agora, o ator tem outro desafio: o monólogo Invisível, no Teatro Renaissance, em São Paulo. A peça conta com texto de Moisés Bittencourt e explora as camadas de relacionamentos tóxicos, os desafios e as marcas deixadas por eles. A temporada de Invisível vai até 13 de março. Aos sábados, às 21h, e domingos, às 20h, excluindo os dias de Carnaval. Quantos anos você tinha quando percebeu sua vocação para a arte?Acho que com 14 anos foi quando isso ficou mais claro para mim. Eu estava fazendo a primeira aula de teatro na escola. Ali, me apaixonei por subir no palco, pelo ofício, e nunca mais larguei. Você recebeu apoio da família e amigos? Super! Sempre. Meus pais e irmãos vão me assistir em tudo que faço. São meus maiores apoiadores. Inclusive, se não fossem meus amigos e minha família, eu não estaria onde estou. Mesmo. Durante toda a sua trajetória, o que mais te marcou?Essa pergunta é bem ampla, né? Difícil de responder... Mas se você estiver falando de trabalhos que fiz, tiveram vários que me marcaram. Para ser sincero, todos me marcam de alguma maneira específica. Mas, claro, tem os especiais. Nunca vou me esquecer de passar 45 dias na Amazônia filmando O Hóspede Americano. De filmar Encantado’s no meio do desfile da Intendente Magalhães, de viajar para Londres para filmar uma publicidade da Vivo com o jogador David Luiz... Essa profissão continua me proporcionando experiências fantásticas. Inimagináveis. Qual foi o momento mais desafiador que você enfrentou como ator? E qual foi o mais satisfatório? Acho que posso dizer que nos últimos meses eu vivi um processo que foi muito desafiador e por consequência, muito satisfatório. Que foi ensaiar o meu monólogo Invisível. Um espetáculo visceral, intenso, de uma carga dramática profunda e densa... Talvez o mais denso que já fiz. Ensaiamos por apenas três semanas e estreamos no Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis (Fita). Inclusive me rendeu uma indicação a melhor ator do ano. Não foi nada fácil, tive várias crises existenciais, mas foi extremamente gratificante. Casa lotada. Inclusive estamos estreando o espetáculo em São Paulo, no Teatro Renaissance. Como é atuar em um idioma diferente? Você passou por algum treinamento? Se sim, qual foi o caminho percorrido?Foi uma delícia! Eu amo atuar em inglês. Me sinto confortável com a língua. Atuar em inglês é menos um desafio e mais um estímulo em minha carreira. Pelo menos é assim que eu encaro. Meu treinamento para Rio Connection foi muito mais em questão de construção da personagem. Isso sim demandou tempo e entrega, tanto física quanto emocional. Mas, no fim, sempre vale a pena. Qual é a maior diferença entre ser ator, roteirista e diretor de longa-metragem?O tempo de dedicação ao trabalho. Esse é o principal fator. Os tempos de entrega e comprometimento com a obra são bem distintos. Porque no fim, são ofícios bem diferentes, que envolvem várias habilidades, mas todos têm a ver com contar histórias, criar personagens, narrativas envolventes, tramas emocionantes, diálogos que nos marcam e fazem refletir... A raiz é a mesma. Mas o tamanho das árvores muda muito. Qual é a sensação de estar nos principais streamings do mundo?Fico feliz de saber que nosso trabalho viaja o mundo. Tenho orgulho de cada projeto que escolho fazer e me doo 100%, todas as vezes. Então, esse reconhecimento e essa visibilidade são fundamentais. A gente faz arte para as pessoas mesmo. Para o público. Então tudo está como deveria ser. O que podemos esperar do João para os próximos anos? Quais são as expectativas para o futuro?Neste início de 2024, entra em cartaz meu espetáculo, o monólogo Invisível, em São Paulo, no Teatro Renaissance. Vou ficar em cartaz por dois meses. Em fevereiro, lanço a segunda temporada de Encantado’s, e já temos uma previsão de gravar a terceira. Além disso, quero lançar músicas esse ano, quero voltar a morar em Los Angeles - nem que seja por um tempo - e continuar construindo minha carreira internacional. Fora isso, no paralelo, eu continuo escrevendo meus roteiros, de curtas e longas, e quero dirigir mais.