[[legacy_image_283358]] Até meados dos anos 2000, enviar um e-mail pelo celular se mostrava uma tarefa exaustiva e demorada. As telas eram pequenas e de baixa resolução; o teclado físico, minúsculo; o processador do aparelho, geralmente lento, e as interfaces oferecidas ao usuário, confusas. Tudo isso exigia uma dose considerável de paciência em nosso cotidiano. Depois, em 2007, embora já houvesse vários celulares com tecnologia touch-screen “resistiva”, a necessidade de utilizar as canetas stylus para obter maior precisão no toque ainda gerava dúvidas nos consumidores. Possivelmente, essa transição acelerada do teclado físico para o virtual pode ser considerada como a primeira grande revolução no mercado de smartphones. O rápido e significativo aumento da relação entre tela e corpo, também conhecida como screen-to-body ratio ou proporção tela-corpo, abriu um leque infinito de possibilidades para a criação e o consumo de conteúdos nas telas dos dispositivos móveis. Com os progressos na miniaturização de componentes, os avanços em sensores e os sistemas operacionais de código aberto, a experiência do usuário foi significativamente aprimorada nos celulares. Desde a substituição dos antigos sistemas de navegação GPS dos veículos até o aumento do uso dos smartphones como tocadores de música, reprodutores de vídeo e “máquinas fotográficas”, ficou evidente que teriam um baita impacto em nossas vidas. Assim foi dado o pontapé inicial para a verdadeira era da computação móvel. A partir desse momento, presenciamos várias evoluções incrementais, incluindo processadores cada vez mais rápidos, ampliação da capacidade de armazenamento, maior quantidade de memória RAM, aprimoramento na qualidade das telas e câmeras e, por fim, mas igualmente importante, a otimização das baterias tanto na sua duração quanto na sua velocidade de carregamento. Chegamos, então, a 2018. Finalmente, as primeiras versões de smartphones com telas dobráveis começaram a ser apresentadas por várias marcas e em diferentes países. É interessante observar que isso, no entanto, ocorreu com um atraso de quase sete anos em relação aos primeiros protótipos que haviam sido vistos na Coreia do Sul. Agora, vamos falar do que deve acontecer daqui em diante. Dobráveis em altaSegundo a Canalys, empresa de pesquisa de mercado no que se refere à tecnologia, estima-se que o segmento de smartphones dobráveis aumentará mais de 50% até 2024. Desde 2019, esse setor registrou um crescimento de 148%, enquanto os modelos tradicionais tiveram alta de apenas 7%. Estariam os tablets e notebooks com os dias contados?Com o avanço da inteligência artificial, conectividade aprimorada, convergência da computação em nuvem, tecnologia 5G, assistentes de voz, dispositivos inteligentes, realidade aumentada, realidade virtual, pagamentos por aproximação, carteira de documentos e Internet das Coisas, pode ser que não seja mais necessário carregar um notebook ou tablet na mochila, uma vez que o smartphone poderá lidar com todas essas funcionalidades. Atualmente, os celulares têm a capacidade de controlar e gerenciar até mesmo nossos veículos. As principais montadoras já disponibilizam soluções através de aplicativos para abrir as portas, dar partida, ligar o ar-condicionado, verificar os níveis de combustível e outras funções do veículo. O futuro dos smartphones continuará sendo moldado como tem sido até agora: uma combinação de diversas vertentes tecnológi-cas distintas, interligadas e reestruturadas para criar soluções notáveis em um único dispositivo. Como serão os celulares do futuro:Internet via satéliteOs smartphones serão capazes de utilizar internet via satélite para garantir uma conexão constante. O Google recentemente anunciou que os dispositivos com Android 14 serão compatíveis com essa inovação. O beta desse sistema operacional está disponível para os aparelhos da linha Google Pixel desde fevereiro deste ano. Inicialmente, a nova tecnologia permitirá apenas o envio de textos através de SMS ou aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram. Espera-se que, em um futuro próximo, seja possível mandar fotos e vídeos usando essa tecnologia; Saúde e bem-estarOs celulares vão se aprimorar cada vez mais em termos de recursos de saúde e bem-estar. Com o uso de inteligência artificial, eles serão capazes até mesmo de detectar ronco e tosse durante o sono do usuário. O Google está trabalhando para incluir essa tecnologia nas próximas gerações da função Hora de Dormir do Android. Esse recurso funcionará em conjunto com o microfone do aparelho para captar os sons emitidos pela pessoa; Zero botões de entradaOs smartphones caminham para não possuir botões físicos. O desenvolvimento desse recurso está avançando rapidamente; Tela quebrada será coisa do passadoA sensação de o coração acelerar quando o celular cai no chão pode estar próxima de desaparecer. Cientistas indianos estão trabalhando no desenvolvimento de telas que podem se autorregenerar. Mas é importante ressaltar que isso está em estágios inicial e a aplicação dessas telas em smartphones ainda não foi demonstrada; Cada vez mais levesAté aqui, as pessoas se adaptaram bem às telas maiores e há uma grande preferência por elas. No entanto, o peso dos dispositivos não se mostra tão agradável. A tendência é que os aparelhos se tornem cada vez mais leves; Bateria que dura uma semanaA durabilidade da bateria do smartphone sempre foi um ponto importante. Atualmente, é comum encontrar aparelhos com baterias superiores a 4.000 mAh. Enquanto antes isso parecia impensável, hoje o desafio é alcançar a marca de dois dias completos de uso sem recarga. Alguns modelos de telefone já prometem essa conquista, como o Galaxy M62, com 7.000 mAh, e o Archos X67 5G, com incríveis 8.000 mAh. Cientistas em Singapura desenvolveram uma tecnologia que visa reduzir o consumo de energia da bateria em até 80%. Eles utilizaram um chip programado para gerenciar os recursos do dispositivo quando o alto desempenho não é necessário. Porém, isso ainda está em fase experimental.Outra abordagem é simplesmente aumentar a capacidade das baterias. Pesquisadores australianos estão trabalhando em componentes que têm potencial tanto para carros elétricos, fornecendo autonomia de até mil quilômetros, quanto para celulares, disponibilizando pelo menos uma semana de carga.