Detalhes com tons de azul claro e madeira freijó são pensados por arquitetos para potencializar momentos de conforto dentro de casa (André Sousa Mello/Divulgação) Criar um ambiente que reflita a essência de seus moradores é um dos maiores desafios e prazeres da arquitetura de interiores. Segundo a arquiteta Tay Kruger, cada pessoa é como uma sinfonia, uma melodia única, e a função dos profissionais do segmento é traduzir essa melodia em um espaço que faça sentido para quem vai viver nele. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ela conta que, em Santos, um projeto que desenvolveu recentemente exemplificou de forma prática esses conceitos. A missão era imprimir a um apartamento a personalidade vibrante do casal que mora nele, criando um espaço que uniu funcionalidade, estética e emoção. Com inspiração nas paixões desse casal — viagens, cultura, leitura e momentos de descontração com amigos —, o projeto combinou cores, texturas e soluções criativas que personalizaram o lar. O primeiro passo de Tay foi reconfigurar o layout, reduzindo e ampliando cômodos de acordo com as necessidades do casal. O objetivo era criar áreas sociais acolhedoras e funcionais e ambientes íntimos que transmitissem tranquilidade. O desejo dos donos do imóvel era trazer a atmosfera da praia para o lar, com toques de alegria. Para isso, a escolha das cores foi crucial. “Nas áreas sociais, onde o casal costuma reunir os amigos, trabalhamos tons de azul claros com fundo acinzentado, contrastados por móveis de madeira freijó e almofadas em azul royal. Isso cria um ambiente fresco e acolhedor, perfeito para o clima tropical”, detalha. Já nos espaços íntimos, como a suíte e o home office, a paleta é mais intensa, com verde floresta e texturas naturais. “Equilibramos os tons fortes com elementos como palha e tecidos claros para criar um refúgio calmo e inspirador”, completa a arquiteta. Home office pode ser integrado de forma harmônica ao ambiente (André Sousa Mello/Divulgação) Outro destaque do projeto foi o cuidado com a funcionalidade. A integração da cozinha com a sala de jantar e a inclusão de uma grande mesa de madeira com capacidade para 12 pessoas foram pensadas para receber bem os amigos. “Eles amam cozinhar, mas o apartamento não tinha um espaço para churrasqueira por estar em um edifício antigo. Resolvemos isso com modelos a gás e utensílios práticos, sem abrir mão do estilo”. A arquiteta destaca que a personalização vai além de cores e móveis: ela precisa conectar os moradores ao espaço. “Trazer elementos naturais, como jardins verticais e fontes de água, reconecta o ser humano à sua origem e cria ambientes mais acolhedores. No canto de leitura, por exemplo, incluí um jardim vertical que transforma o espaço em um verdadeiro refúgio”, comenta Tay. Para ela, personalizar é mais do que seguir tendências: trata-se de compreender quem são os moradores e transformar isso em um design que conte a história deles. “O morar é dinâmico e o desafio é criar algo atemporal, funcional e, acima de tudo, único”. Dicas - Escolha cores que transmitam as emoções desejadas em cada espaço. - Tons quentes podem energizar, enquanto frios trazem calma - Aposte em materiais naturais, como madeira e palha, para criar conexão com a natureza - Crie espaços funcionais que atendam ao seu estilo de vida. A combinação de estética e praticidade é essencial - Invista em objetos que tragam memórias ou sentimentos positivos, como fotos, livros e peças decorativas com valor emocional