[[legacy_image_254510]] Em todo projeto residencial, uma das grandes preocupações – tanto do profissional de Arquitetura quanto do morador – é contar com uma estrutura sólida e bem planejada para garantir a longevidade dos ambientes. A atenção costuma ser redobrada em lugares como a cozinha e a área gourmet, que comumente são expostas à umidade, aos odores e às gorduras. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o arquiteto Bruno Moraes, não só a definição dos materiais é de extrema importância, mas também um conjunto de recursos que, combinados, favorecem a conservação e a durabilidade dos elementos. Por causa das atividades realizadas nesses espaços, a limpeza envolvendo a lavagem do piso ou o uso de um pano úmido deve ser frequente. “Nós, brasileiros, temos esse costume e nos sentimos mais confortáveis quando jogamos água e produtos de limpeza para esfregar o chão”, diz o arquiteto. Dessa forma, é impensável considerar a produção de uma marcenaria aplicada diretamente no chão. Para preservar os móveis e para deixar o visual mais agradável, a sugestão é executar uma base de alvenaria, revestida com o material escolhido para o piso – e usá-lo, inclusive, na bancada. Como recomendação, vale fazer uma base com altura média de 10 a 15 cm, e que esteja afastada, em torno de 15 cm, da projeção da pedra da bancada para promover a acomodação dos pés de quem está posicionado em frente à pia. Outra tática apontada pelo arquiteto é combinar a marcenaria com os “pezinhos” que suspendem o móvel. Nesse caso, faz-se também o mesmo acabamento da base de alvenaria, seja com revestimento do piso ou do material da bancada. Ao eliminar o contato direto com a água, essa precaução evita a formação de manchas, bolores ou quaisquer outros tipos de comprometimento na peça. “Sabemos também que, no dia a dia, o esbarrar da vassoura na hora de varrer é prejudicial e, aos poucos, deteriora a aparência do mobiliário. Parecem detalhes tão simples, mas que, com certeza, contribuem positivamente para o conforto da pessoa ao utilizar o ambiente”, relata Bruno Moraes. De forma prática, é recomendado criar uma profundidade entre 10 e 15 cm a menos que o alinhamento da bancada. Ou seja, se o móvel tem 60 cm de profundidade, deve receber uma base próxima de 45 cm de profundidade. O melhor caminho é sempre analisar cada situação em particular, para não acabar projetando uma cozinha ou área gourmet que não tem, de fato, uma proteção contra a umidade. “É importante ainda fazer manutenção periódica nas conexões hidráulicas, como flexíveis, sifões e torneiras. Assim, evita-se vazamentos e umidade nos móveis”. Feche o registroAlém disso, é bom ressaltar: quando for viajar, não esqueça de fechar o registro para evitar acidentes com água – principalmente na superfície das bancadas de pedras porosas, que têm mais probabilidade de absorver a água ou manchar. Como conclusão, o arquiteto Bruno Moraes deixa uma última dica: “Em todo projeto, devemos verificar o quanto a torneira aguenta de pressão de água, para evitar vazamentos com uma torneira que não suporta a pressão existente na edificação”.