[[legacy_image_297648]] Economizar dinheiro, muitas vezes, pode parecer uma tarefa complicada, mas algumas táticas tendem a introduzir (e reforçar) esse costume no nosso dia a dia. Afinal, segundo o economista de Santos Adalto Corrêa, a chave para o sucesso financeiro não está na quantidade de dinheiro que ganhamos e, sim, nos nossos hábitos de consumo. A primeira estratégia, portanto, é evitar cair na armadilha da compra compulsiva, aquela por puro impulso. Antes de adquirir algo, se questione se realmente precisa daquilo. Também vale se perguntar: o quanto isso muda a minha vida ou é importante para mim? Observe que o consumismo desenfreado frequentemente nos leva a comprar coisas que logo esquecemos. Fazemos aquilo não pela necessidade, mas pelo prazer de consumir. “Depois, o que comprei vai para uma caixa, para um porta-tranqueira qualquer e eu nem recordo mais que aquilo existe”, diz o economista. Ele acrescenta que é importante sempre lembrar que cada compra representa horas do nosso tempo e trabalho. Analise, planeje e execute Poupar dinheiro, de acordo com Corrêa, não se trata apenas de diminuir gastos aleatoriamente. Ele aconselha dividir as nossas despesas em três categorias: fixas, variáveis e aleatórias. As contas fixas são aquelas que não temos como tirar de nossas vidas. Ou seja: uma prestação do aluguel ou do financiamento da casa, impostos como IPTU… Já os custos variáveis costumam depender do nosso comportamento de consumo. Entre eles estão, por exemplo, energia elétrica, água e conta de telefone, porque se tratam de despesas que podem oscilar conforme os nossos hábitos e necessidades. Enquanto isso, os gastos aleatórios são os que conseguimos eliminar imediatamente do nosso orçamento numa situação de crise,aperto, visando a economia ou poupança de dinheiro. “Dá para gastar menos no cinema, no restaurante e assim por diante. Esses custos são mais fáceis de reduzir ou eliminar (do orçamento)”, afirma o economista. Como deu para perceber, para juntar dinheiro, temos de mexer tanto nas despesas variáveis quanto nas aleatórias. Mas, em vez de tentar resolver tudo de uma só vez, Adalto Corrêa sugere pequenas e graduais reduções, como diminuir as contas de energia e/ou telefone, cortar gastos desnecessários e assim seguir sucessivamente. Muita gente acha que tem como solucionar os seus problemas financeiros em “uma tacada de ouro”, só que isso, como reforça o economista, é um baita equívoco, pois o desequilíbrio financeiro - vale repetir - é mais uma questão de comportamento do que de quantidade de dinheiro. “Aumentar a renda sem mudar os hábitos apenas amplifica o problema. Normalmente, as pessoas acreditam que deixar de comer aquela pizza no final de semana vai resolver tudo, mas isso não funciona. É preciso haver um planejamento”. Em resumo: comece reavaliando seu orçamento, faça os ajustes necessários, estipule uma meta de economia (para viabilizar, por exemplo, uma viagem ou simplesmente para guardar dinheiro) e aí, sim, estude formas de aplicar essa reserva – o que é assunto para uma próxima matéria. O perigo do consumo compulsivo --- Uma frase citada pelo economista Adalto Corrêa resume a mentalidade de consumo desenfreado: “Gastamos o que não temos para comprar o que não precisamos, para nos mostrarmos para os outros”. Isso revela como o consumo excessivo, muitas vezes, é motivado por uma busca por aprovação social. Corrêa explica que há situações em que gastamos mais do que podemos e em coisas que não são importantes na tentativa de agradar ou chamar a atenção, inclusive, de pessoas que são totalmente indiferentes. “Aí, na hora de pagar aquela conta, é uma solidão enorme. Você se vê sozinho, você e o seu carnê”, comenta o economista. Para completar, Adalto Corrêa incentiva a fazer uma reflexão olhando para trás e examinando o que você acumulou, guardou e conquistou ao longo do tempo. “Ter consciência do que é verdadeiramente importante pode nos ajudar a encontrar o equilíbrio entre gastar e economizar, transformando os nossos hábitos financeiros e a nossa qualidade de vida. Portanto, a verdadeira riqueza está não apenas no que ganhamos, também tem a ver com a sabedoria de conciliar os gastos com a economia de dinheiro”.