[[legacy_image_225126]] A ocitocina é um hormônio conhecido por trazer benefícios à saúde e ao bem-estar; afinal, ele está associado à felicidade, ao prazer e ao amor. Esse hormônio é produzido naturalmente pelo hipotálamo, uma pequena região do cérebro que tem uma grande importância para o funcionamento adequado do nosso organismo. Mas você sabia que é possível ter atitudes para estimular ainda mais a “produção do amor e da felicidade”? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma das principais situações diárias relacionadas ao aumento da liberação de ocitocina é durante a relação sexual. Mas, de acordo com o médico endocrinologista Lucas Ribeiro dos Santos, qualquer tipo de situação afetiva consegue estimular a sua liberação, até mesmo o contato visual entre parceiros e familiares. Abraços, beijos, massagens e carinhos. Todos os estímulos agradáveis vão liberar ocitocina. “Além disso, situações como ouvir a sua música favorita e realizar uma atividade física também conseguem estimular essa liberação”, explica o especialista. Conhecido como o hormônio do estresse, o “oposto” da ocitocina é o cortisol. Se exercitar, incluir um tempo de leitura na rotina e praticar a meditação são atividades que trazem um relaxamento físico e mental, elevando a sensação de bem-estar e reduzindo a liberação de cortisol. Uma boa alimentação é um dos pilares mais importantes quando o assunto é saúde e bem-estar. Alguns alimentos ricos em tirosina e triptofano também podem ajudar a elevar o nível do hormônio do amor e da felicidade. “Alimentos como o chocolate amargo, banana, abacate, castanhas e nozes são os mais indicados”, sugere o médico endocrinologista. AmamentaçãoAlém de garantir a felicidade e o bem-estar, a ocitocina é um hormônio superimportante na fase da gravidez e da amamentação. “Ele tem como função primordial auxiliar na contração do útero e na amamentação. Mas há várias outras funções além dessas, especialmente na formação do laço afetivo entre a mãe e o recém-nascido”, afirma Santos. Durante a amamentação, ocorre uma produção muito alta de ocitocina, o que tem relação com a ejeção do leite para a criança. Nessa fase da vida, os índices do hormônio têm picos elevados, o que também aumenta o vínculo entre mãe e filho. Em baixaSituações de estresse, dor, bem como algumas medicações – como morfina e seus derivados –, além de lesões no sistema nervoso central (especificamente no hipotálamo), podem reduzir a produção da ocitocina. De acordo com Lucas Ribeiro dos Santos, apesar de ser possível observar isso por um exame de sangue, ele pode não ser muito confiável. “O padrão de liberação desse hormônio passa por picos e quedas, então nunca se sabe em que momento foi coletado o exame”. Por isso, caso haja a suspeita da falta desse hormônio, é preciso ficar atento às consequências, entre elas a dificuldade na progressão do parto e da amamentação, sintomas depressivos e de ansiedade e o aumento do apetite.