[[legacy_image_223492]] Aos 33 anos, Gabriella Di Grecco, a Gabi, atua, canta, performa e compõe. A Emília de Além do Tempo (TV Globo, 2015) agora é a vilã Nora, papel que desenvolve ao lado de Miguel Falabella na série O Coro: Sucesso, Aqui Vou Eu, para o Disney+. A trama une artistas que também cantam e dançam e teve sua segunda temporada confirmada antes mesmo da estreia da primeira, tamanha a aposta na produção. Mas Gabi é tão versátil que, mesmo com tão pouca idade, já foi de papéis na Disney à formação em Ciências Ambientais e Marketing. De uma jogadora de vôlei e atleta de kung-fu à atuação. Tudo isso só complementa sua carreira. Ela fala das peculiaridades de se estar ao lado de Falabella e conta bastidores das produções da Disney. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Como está sendo trabalhar com Miguel Falabella? Fale um pouco sobre a sua personagem, a Nora?O Miguel é uma escola viva quando o assunto é arte. E o mais legal é que ele adora ensinar. Para mim, que sou uma nerdzinha que adora aprender, trabalhar com ele foi realmente muito rico. Há muito tempo, não tinha a oportunidade de trabalhar e conviver com o autor e diretor de um projeto. Se aprende muito em processos quando temos uma convivência próxima de quem escreve e dirige. Você entende a obra com mais profundidade. A última vez que vivenciei essa oportunidade foi em Cinza, de Jay Vaquer. A Nora é uma personagem que faz parte do universo criado pelo Miguel, inspirada em pessoas que cruzaram o seu caminho ao longo da carreira. Para mim, é riquíssimo conviver com o criador da obra, porque é possível entender como essa mente funciona e o que ela está criando para a história a ser contada. Esse foi o ponto de partida para estudá-la e entregá-la no set. A Nora tem uma personalidade que funciona de uma forma diferente das pessoas comuns. Ela cria, provoca, interage, se frustra e demonstra afeto de uma forma totalmente diferente. É muito autocentrada, o que é mais profundo (diria até mais grave, risos) do que ser egoísta. Tem a mente muito fechada em si mesma. Essa personalidade disfuncional faz com que a Nora seja capaz de qualquer coisa. Isso para um ator é um oceano infinito de possibilidades para brincar, jogar e criar. De modo muito raso, a Nora é a vilã da série. Mas, se olharmos de forma mais apurada, a Nora nos mostra como as pessoas se perdem. Quais são as peculiaridades de se trabalhar em produções da Disney?O mais interessante é observar de perto como a marca é forte. Para quem estudou Propaganda e Marketing, sabemos que o branding é extremamente importante, seminal. Nesse sentido, a Disney dá show. Sabe muitíssimo bem o que ela é, o que representa e o legado que quer deixar no mundo: alegria, beleza, esperança, sonho, arte, gentileza, magia. E é impressionante como existe um trabalho consciente para que esses valores sejam praticados em todos os setores: no set de rodagem, nos parques, nos escritórios, nos shows, nos programas etc. Falando especificamente sobre o set, me lembro do meu primeiro trabalho na Disney, na série Bia. Todos os envolvidos tinham um cuidado muito grande e um carinho entre si. Mesmo num ambiente de pressão, as premissas da gentileza, do carinho, da doçura sempre prevaleciam. Você é tecnóloga em Ciências Ambientais e também fez Propaganda e Marketing. Como enxerga essa sua pluralidade?Acho que isso acontece porque sou muito curiosa! (risos) A minha bisavó dizia que “conhecimento não ocupa espaço”. Isso só me deu mais abertura para conhecer coisas novas e aprender mais e mais. Isso me mantém viva, atenta, feliz e interessada na vida, na arte e nas pessoas. A nossa criatividade está muito pautada em repertório e na capacidade de fazer novas combinações a partir desse apanhado de conhecimento. Não consigo imaginar como seria possível trabalhar com arte e com criatividade sem estar aberta para o conhecimento e para o novo. A sua primeira experiência foi na web- série Lado Nix. O que achou do projeto?O Lado Nix foi meu primeiro trabalho profissional como atriz. Também foi a experiência que me deu certeza de que eu estava no caminho certo. O processo foi o mais básico possível: eu estava cadastrada numa agência de atores, fiz os testes e peguei o papel. Por ser literalmente meu primeiro trabalho profissional, eu, que não tinha qualquer experiência como atriz no audiovisual, me coloquei na postura de aprendiz o tempo todo. Isso me ensinou que a postura de aprendiz é a melhor postura possível dentro de um set, pois se aprende muito com a equipe, com os colegas etc. Aprendi sobre luz, câmera, direção, captação de som, microfonagem, maquiagem, cabelo, vestuário. Uma boa parte da pluralidade que consigo exercer na arte (fotografia, visagismo, direção, direção musical) vem dos aprendizados vividos no set com a equipe. Poucas atrizes também são cantoras e performers. Como é a sua preparação?A princípio, isso começou através do esporte e da dança. Fiz balé clássico. Fui jogadora de vôlei e atleta profissional de kung-fu wushu. Anos depois, comecei a me dedicar à atuação e percebi que as artes do corpo em movimento e a atuação não são instâncias separadas. Pelo contrário, a partir disso passei a exaltar o termo atriz e performer justamente como uma forma de dizer que são habilidades que se complementam e que vêm do mesmo lugar. Quem são as suas referências e inspirações nas artes? E qual seu maior sonho?As minhas referências e inspirações mudam o tempo todo. Tem tanta gente, tanto artista legal colocando coisas tão incríveis no mundo que é impossível não olhar para o lado e não se inspirar também. Atualmente, tenho visto de perto o trabalho de Nathy Peluso, Jacob Collier, Djavan (seu último álbum, D, é uma coisa de tão lindo) e David Bowie. Esses artistas são os que tenho trazido para perto. Os meus maiores sonhos são colocar minha música no mundo e fazer algum projeto da franquia Star Wars. Me identifico muito com a história e o universo dessa saga. Eu teria muita honra de ser parte dela. Trabalhar como apresentadora é uma outra vertente em que pretende focar?Sim! Eu simplesmente amo apresentar e fico muito à vontade nesse lugar. O Disney Planet News foi uma experiência espetacular nesse aspecto. Me diverti demais apresentando o programa. E quais são os planos para o seu canal no YouTube?O Tamo Junto, que é meu programa de música e entrevistas, segue forte na pré-produção. Tá ficando lindo de viver! Além disso, estou preparando materiais de música curtos, que vão ficar nos Shorts. Espero que a galera curta! Tô fazendo com muito carinho!