[[legacy_image_146645]] Ano novo, metas novas. Junto a isso, vem a esperança de que tais promessas sejam cumpridas e os desejos, concretizados. Janeiro é um mês em que muitos traçam planos, mas, conforme o tempo passa, as motivações podem ficar de lado e surgir a pergunta: o que é preciso para atingir os meus objetivos e ter a mesma dedicação o ano inteiro? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O primeiro passo é sempre traçar metas atingíveis. Porque aquilo que é inatingível deixa de ser um objetivo para se tornar um sonho e, assim, a pessoa pode acabar se frustrando”, explica a psicóloga Marcia Lawant Atik. Ela também faz um alerta aos pessimistas de plantão: “Temos que aprender a dar peso para aquilo que nos faz feliz. Se eu quero alguma coisa, preciso me perguntar: ‘o que eu vou fazer com isso?’ A gente tem de saber que a conquista é feita de degrau em degrau, pois aquela esperança que muitos têm de que um dia algo vai cair do céu só existe mesmo nos filmes”. Cada degrau, segundo a psicóloga, envolve ter persistência e saber lidar com eventuais frustrações. “Por isso, a parte emocional precisa estar totalmente equilibrada”. A figura do terapeuta já foi bastante relacionada a fraquezas e doenças. Hoje, como enfatiza Marcia, a maioria das pessoas tem noção da importância da terapia para o autoconhecimento. “É um momento em que você conversa consigo mesmo e tem alguém para caminhar com você. Por isso que acaba sendo um processo muito individual”. Faça uma lista por escritoMarcia dá dicas do que é essencial para uma pessoa ter sucesso em seus planos, metas e desejos. “Eu sempre sugiro que meus pacientes façam listas por escrito. Em agendas, cadernos, pelo computador ou no celular. Isso porque você terá como recompensa uma boa sensação ao ir tirando, aos poucos, elementos dessa lista que já alcançou. Assim, você vai percebendo que não riscou todos ainda, mas que está realizando tudo gradualmente, de acordo com a sua capacidade”. Tem mais: a pandemia trouxe novos ingredientes para aumentar a nossa ansiedade. “Nesse período, ficamos ouvindo as palavras ‘morte’ e ‘doença’. Muitos presenciaram o falecimento de entes queridos. Nesse sentido, é natural existir uma pressa interna, como se o mundo fosse acabar amanhã. O que traz esse sentimento de pressa, de querer fazer tudo de uma hora para outra”. Um dia por vezA psicóloga Deise Moraes Saluti explica que tem sido comum a vivência de uma angústia pelo afastamento de ambientes de trabalho e lazer, e isso pode desencadear uma atrofia social. “Precisamos continuar a viver as nossas vidas e rotinas, os nossos sonhos, os nossos projetos engavetados desde o início da pandemia. Precisamos dar seguimento à nossa vida, tomando os cuidados necessários. Não podemos parar de sonhar com um futuro melhor, com melhores condições de vida, com grandes conquistas que abandonamos. Agora, precisamos de um impulso para retomarmos de onde paramos. Sem medos e sem procrastinar. Devemos seguir sempre um passo por vez, um dia por vez, mas nunca parar”, finaliza.