[[legacy_image_319938]] Uma das maiores festas do ano está chegando: o Réveillon! Nesta ocasião especial, muitas pessoas decidem celebrar a chegada do novo ano com fogos de artifício. No entanto, este tradicional hábito pode ser altamente prejudicial à saúde psicológica e física de cães e gatos. Estudos indicam que os cães conseguem escutar quatro vezes mais que o ser humano. Os gatos domésticos possuem uma audição ainda mais apurada que a dos cães, alcançando faixas ultrassônicas de até 1.000.000 Hz (hertz), em comparação aos 20.000 Hz da audição humana. Com isso, é válido afirmar que os fogos de artifício podem ser ensurdecedores para os animais. O médico-veterinário Eduardo Filetti levanta quais são os malefícios do barulho excessivo aos pets. “Os gatos podem ter tremores, parar de comer e vomitar. Os cães uivam e muitas vezes, pelo estresse, podem ficar se automutilando, o que pode causar dermatite de estresse. Podem também vomitar e ficar alguns dias sem apetite, causando anorexia”. Aos tutores de cães, o especialista alerta também para a alergia psicogênica. “É a alergia de mordedura. O cachorro fica mordendo as patas, causando problemas”. Filetti destacou algumas formas de amenizar o sofrimento dos pets nas festas de fim de ano. Segundo o especialista, atualmente, existem diferentes alternativas que podem acalmá-los, como difusor de feromônios, rações calmantes e medicamentos. Deixar cães e gatos em um espaço ventilado e tranquilo é o ideal para que eles não sejam afetados pelo barulho. “Reserve um cômodo fechado, de preferência climatizado com ventilador ou ar-condicionado. Deve-se fechar tudo e deixá-lo neste local para que ele fique mais tranquilo”. Colocar um chumaço de algodão nos ouvidos do pet é uma das formas mais recomendadas de isolar o som. “Você põe o algodão dentro do ouvido e com certeza terá uma diminuição do som, já que eles escutam um pouco mais do que a gente”. Em animais que sofrem mais com o estresse em momentos festivos, o calmante é a opção mais recomendada por Filleti. Mas, atenção: calmantes só podem ser oferecidos com prescrição médica-veterinária. “Caso seja necessário, o veterinário fará uma escuta, eletrocardiograma e exame de sangue para que o animal não venha a ter problemas com calmantes. Geralmente, eles são muito seguros. Na Medicina Veterinária, eles têm uma toxidade baixa e uma segurança muito alta. É importante a gente usar esses calmantes em casos de animais muito estressados”. Embora existam inúmeras opções para acalmá-los, nada é melhor do que a presença dos tutores em momentos como este. “Muitas pessoas negligenciam. Mas se você tem animal, tem uma responsabilidade”. O que fazer em caso de muito estresse?O ideal é tentar acalmar o animal, conversar com ele, dar atenção e brincar. Se, por acaso, o pet não diminuir os sintomas de ansiedade, como respiração ofegante, tremores, miados e latidos excessivos, coração acelerado, mudanças comportamentais e pupilas dilatadas, é importante que o tutor leve o animal a um atendimento veterinário de emergência para ser tranquilizado com medicação injetável e seus parâmetros vitais monitorados por um médico-veterinário. No caso dos felinos, é muito importante que os tutores os deixem sempre sob supervisão em um quarto reservado, longe de sacadas e portas que dão acesso direto à rua. Coloque à disposição brinquedos, arranhadores, fontes de água, comida úmida e estimule-o a brincar com varas com penas e brinquedos móveis ou corda, por exemplo.