[[legacy_image_346396]] Uma figura quase mítica reapareceu na última semana em Renascer depois de três décadas. Trata-se de Rachid (Gabriel Sater/Almir Sater), o libanês que salvou a vida do jovem José Inocêncio (Humberto Carrão) quando ele teve o corpo despelado na primeira e mais impressionante tocaia que enfrentou na trama. Ele chegou no bar de Norberto (Matheus Nachtergaele) em busca de abrigo. Conversa vai, conversa vem, e o dono da venda fica abismado ao descobrir que o libanês existe e que foi ele quem costurou a pele de José Inocêncio. Diante da informação, Norberto tratou de promover o reencontro de Rachid e José Inocêncio (Marcos Palmeira) e leva o forasteiro até a fazenda Jequitibá-Rei. Rachid aproveita e sonda com Inácia sobre a família de Maria de Santa (Duda Santos), deixando-a desconfiada. O retorno deste personagem promete. A sua parceria com a família Ruy Barbosa vem de longos anos com trabalhos em Pantanal, na original e no remake, O Rei do Gado e atualmente em Renascer. O que levou você a aceitar mais esse trabalho e retomar a parceria com Bruno Luperi? “Hoje, temos, em média, 40% de rejeito gerado nas cooperativas. Não adianta trazer rejeito para a unidade”, destacou o fundador e coordenador da Cooperlinia Ambiental do Brasil, José Carlos da Silva. Vale destacar que, uma vez nos aterros, não há mais volta: os objetivos vão resultar em muitos impactos para o clima, entre os quais está o aquecimento global. E isto em um momento no qual discute-se o fim de espaços como estes, que já foram chamados de “lixões”. Por estas razões, ao longo de todo o fórum, os palestrantes fizeram eco às falas da diretora do IPT: “Precisamos analisar nossos hábitos de consumo e ter consciência de que isso depende da gente também, não só de técnicos ou prefeitura. É um lidar diário de todo”. Se a população quiser um mundo melhor, com menos lixo e o clima mais adequado à vida, será preciso mudar a forma de agir... Quando eu ouvi falar sobre a possibilidade de um remake de Renascer pela primeira vez eu ainda estava gravando Pantanal. Falei para o Bruno Luperi, autor, que eu lembrava que meus parentes árabes ficaram felizes com a referência ao Líbano na primeira versão da novela, e com a atuação do saudoso Luis Carlos Arutin como Rachid. Naquela época eu já me imaginava no personagem e gostava de imitá-lo. Quando foi confirmado que teria uma nova versão da novela, o Bruno me ligou e perguntou se eu gostaria de brincar de Rachid de novo. Fiquei muito honrado com o convite, porque é um personagem importante e faz parte da nossa memória afetiva. Estou buscando dar o meu melhor e muito feliz com a oportunidade. Rachid retorna à trama após 30 anos de paradeiro desconhecido. O que essa volta significa para história e de que forma ele será recebido pelos outros personagens? O Rachid (Gabriel Sater) aparece logo no primeiro capítulo da novela e volta só depois de 30 anos. Porém, durante esse tempo, o personagem é lembrado e citado inúmeras vezes. Ele é uma figura importante na trajetória do José Inocêncio, por isso seu retorno legitima a história de seu despelamento. A partir do momento que ele volta, suas vidas vão se entrelaçando e, aos poucos, a novela vai apresentar a história de vida dele. A chegada do Rachid é um momento de muita felicidade para todos, especialmente para José Inocêncio. Além da mudança de visual, você fez algum processo de preparação para viver o personagem? Geralmente, quando assumimos um personagem, damos muita importância para o que o texto nos diz sobre ele. A partir daí, vamos imaginando e dando vida a essa pessoa. Rachid tem leveza, bom humor, inocência, vivacidade e um sotaque carregado. Então busquei olhar para trás, lembrar dos meus parentes e meus vizinhos, que também eram imigrantes, trazer para o personagem seus sotaques e costumes. Eu realmente estudei e me dediquei nesse ponto. Treinei a prosódia e minha esposa (Ana Paula) me ajudou muito. E a questão da composição do sotaque libanês? O sotaque é um detalhe muito importante porque você não vai usá-lo apenas por um momento e sim ao longo de toda a novela. É preciso estar atento porque ao relaxar um pouco ele pode sumir. É necessário estudar e ter atenção para evitar falhas. Como foi a troca com o Gabriel, que interpretou o personagem na primeira fase de Renascer? Gostei muito da participação do Gabriel. Foi um capítulo bem difícil, emblemático, que apresentava o início da trajetória daquele protagonista. E o Rachid composto por ele, chegou montado no burro, cantando em árabe, tocando alaúde e ele fez isso muito bem. Você também irá tocar o alaúde em cena. Possuía familiaridade com o instrumento ou teve que aprender para a novela? Ele difere muito das violas tradicionais? O personagem toca alaúde (instrumento de corda palhetada ou dedilhada formado por uma caixa de madeira em forma de meia pêra). É um presente que ele ganhou de seu pai. Eu não toco alaúde, mas tenho muita familiaridade com instrumentos de corda. Para gravar as cenas eu o afinei de uma forma que ele soasse melhor de acordo com a minha concepção. Estudei sobre esse instrumento escutando algumas músicas turcas também. Mas o Rachid aparecerá tocando apenas em momentos específicos, é algo bem pessoal. O que o público pode esperar de Rachid ? Pode esperar um personagem divertido e muito diferente de tudo que eu já fiz. Eu me vejo no espelho caracterizado e levo um susto (risos). É quase irreconhecível. Mas é ótimo poder se dedicar ao lado de ator, sem vaidades. Achamos importante essa entrega de alma ao personagem. Tenho buscado fazer isso.