[[legacy_image_316442]] O músico gaúcho Ignácio Luz está vivendo um ano mágico. Estrela sua primeira novela, logo no horário nobre, na qual vive Nando Galego, personagem que sonha em se tornar artista famoso. Não bastasse o papel de ator ao lado de grandes nomes da dramaturgia, sete músicas compostas por ele estão na trilha de Terra e Paixão, da Globo. Porém, uma fasceta que boa parte do público não conhece é a do Ignácio fazendeiro. O ator, compositor e cantor é também criador de cavalos e costuma presentear os amigos com pôneis, como fez para a cantora Simone Mendes. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Como está sendo atuar como ator em uma novela de sucesso do horário das nove? Só consigo realmente entender e tentar entender toda essa grandiosidade quando eu paro e reflito. O quão grande é isso que está acontecendo na minha vida assim. Com essas oportunidades das músicas autorais. Do crescimento do personagem. Isso realmente me deixa muito, muito grato e muito feliz. É um negócio tão grande que tudo tem que fluir para as coisas acontecerem. Você trabalha ao lado de grandes nomes da dramaturgia. Esses veteranos te dão dicas, como tem sido esse desafio? Esses veteranos são o que são não é à toa, né? O Tony (Ramos), principalmente, me dá muitas dicas. Eu tinha uma cena muito difícil para fazer e ele super me ajudou, me conduziu. Claro que esses nomes são de peso e não é por eles. Mas por nós mesmo. A gente sente um nervosismo em atuar com eles, porque realmente é um peso que a gente sente, uma vontade de fazer bem. Porque eles mesmo são os mais generosos, os mais tranquilos. Sabem exatamente o que fazer, com quem eles estão atuando e sabem o que eles precisam fazer. Então, o nervosismo vem da gente mesmo. Porque eles nos dão muitas, muitas dicas. Todos eles. Não é só o Tony e a Glória. Tem a Suzana, o Ângelo Antônio. É algo fora do normal o quão generosas são essas pessoas. Tem algo que você se identifique com o personagem? Nossa, tem muita coisa que eu me identifico com personagem. Sou cantor sertanejo, venho do interior. Claro que o Nando é do Mato Grosso do Sul, e eu do Rio Grande do Sul. As composições eu fiz são músicas que eu supercantaria e músicas que o Nando gosta. Digamos que foi o Nando que compôs para novela, para o seu bar. Acho que ele é um cara sonhador, romântico, do bem, tranquilo. Então tem muita coisa parecida. Foi um presente, porque entrei no ramo de novelas dentro da Globo, na maior emissora, numa tranquilidade de poder mostrar quem realmente sou, todas as minhas habilidades na dança, no canto e na atuação. Você é cantor e tem sete músicas na trilha de Terra e Paixão. Como foi que isso aconteceu e qual o sentimento de se ouvir em horário nobre? Tem mais duas no forno que ainda não saíram na novela, então pode ser que sejam nove, mas já tocando a novela, já são sete. Assim, acredito que eu seja o ator em novela com mais músicas autorais da história da Rede Globo, porque não existe outro que tenha tantas músicas autorais assim, então isso já é um privilégio, uma grande bênção. E a primeira vez que ouvi eu falei “inacreditável”. Minha família toda ficou muito emocionada, eu também fiquei muito, muito... Nem sei explicar. É muita gratidão, muita felicidade de verdade. Fale um pouco do seu lado fazendeiro. Você tem criação de cavalos? A criação de cavalos começou com o meu pai. Ele cria uma raça chamada cavalo criolo. Quando nasci, ele me deu alguns cavalos criolos para começar uma criação. Aí, depois, me interessei mais pela raça pônei, e aí, desfiz os meus animais criolos e comprei todos em pônei. Mas foi um processo, claro. E hoje eu sou muito apaixonado pelo que eu faço, e realmente é bastante lucrativo. Você presenteia as pessoas com pôneis da sua criação, como a cantora Simone Mendes. Como as pessoas reagem. Esse é tipo um sonho de infância se realizando? Sim, eu tenho uma criação de pôneis que começou com meus 15 anos de idade por um hobby, uma brincadeira. Mas as coisas tomaram outras proporções. Aumentei muito a criação, fiquei conhecido através das redes sociais, das premiações que recebi pela criação. E tudo isso foi aumentando e virando uma profissão. Um hobby lucrativo, costumo dizer isso, porque realmente é uma paixão. A criação não me move pelo dinheiro, me move pela paixão, dinheiro é uma consequência. Eu crio até hoje seleciono muito, participo de competições. A Simone Mendes é a cantora brasileira, talvez a cantora mundial, que eu mais gostaria de ser amigo, de ter contato, de gravar uma música juntos. Sou muito fã dela, acho ela genial. A conheci através da novela. E a presentei com um pônei e também a Tatá Werneck, que são duas pessoas que são icônicas e dei a elas pôneizinhas lindas. E realmente é a maior demonstração de amor que eu posso dar porque a minha grande paixão são os pôneis. Quais são seus planos agora com o sucesso da novela? Pretende se dedicar mais a este lado ator? Tenho um repertório montado, uma banda montada. Vou fazer os shows com certeza. Mas não descarto a possibilidade de aguçar mais o que eu aprendi e de explorar mais esse mundo novo da atuação. Tenho muita vontade de fazer uma outra novela, uma outra série, um outro filme. Claro que a música é o meu conforto. É o que eu sei muito fazer. Mas estou amando essa atuação. Mudar o personagem, fazer de formas diferentes, sair um pouco da nossa zona de conforto. É esse desafio que estou pronto para ter. Tem música nova para ser lançada? Vai aproveitar a exposição para trabalhar mais ou quer descansar ao fim da novela? Eu não estou no tempo de descansar, né? Estou no tempo de plantar. Quero trabalhar bastante. Acho que esse é o momento. Tem algumas músicas para lançar sim. Acho que a novela ajuda muito. Artistas já renomados nos conhecem. Têm vontade também de trabalhar com a gente. Então, as coisas acontecem naturalmente. Eu não gosto de forçar muito as coisas, de botar muita pressão. O que tem que acontecer, o que for ser meu, vai ser.