[[legacy_image_278421]] Assim como a gente, os cães e gatos também podem desenvolver doenças crônicas, que necessitam de acompanhamento regular do veterinário e tratamento adequado, para manter esses problemas de saúde sob controle ou, dependendo do caso, atingir a sua remissão. Entre as enfermidades crônicas que mais acometem os pets, está o diabetes. Pesquisa do Grupo Petlove, que é especializado em serviços e produtos para animais de estimação, mostra que 14% dos bichinhos apresentam diabetes. “O tutor tem como implementar medidas simples de controle da doença, que podem influenciar na estabilidade do pet, como alterar a rotina alimentar, manter a prática regular de atividades físicas, fazer exames e visitas periódicas ao endocrinologista. Especialmente no diabetes, não são só os medicamentos salvam, mas, sim, todos os demais cuidados envolvidos no cotidiano do cão e do gato”, explica a veterinária Joana Portin, responsável pelo Programa de Cuidados ao Paciente Crônico, da Petlove. Como saberAlgumas mudanças comportamentais podem sinalizar que o animal de estimação possui diabetes. É normal, por exemplo, que o bichinho passe a urinar mais; demonstre ter mais sede do que o habitual, consumindo maior quantidade de água; comece a emagrecer e respirar de forma ofegante. Também costumam ser indicadores do diabetes em cães e gatos a falta de apetite e vômitos recorrentes. No caso dos felinos, ainda é comum o chamado andar plantígrado, que consiste em caminhar encostando o calcanhar no chão – um sintoma característico de estágios mais avançados da doença. TratamentoApós o diagnóstico, o pet deve tomar insulina geralmente a cada 12 horas e passar por uma readequação na sua dieta. O recomendado é adotar rações específicas para bichinhos diabéticos, pois elas contêm fibras que ajudam na manutenção dos níveis de glicose no sangue e melhoram a ação da insulina. Outro cuidado importante é evitar que o animal coma alimentos gordurosos, carboidratos de alto índice glicêmico (entre eles arroz branco, batata inglesa e formulações à base de farinha branca), além de petiscos industrializados à base de farinha, frutas e legumes com muito açúcar, como cenoura e beterraba. Sem contar que é fundamental incluir no cotidiano do cão e do gato a prática regular de exercícios e estabelecer uma rotina fixa, com atividades sempre no mesmo horário, visando manter as taxas de glicose estáveis. FelinosQuando o diabetes é diagnosticado precocemente no gato, se ele tiver tratamento adequado, passar pelo manejo alimentar e sua glicemia se mantiver sob controle, pode haver a remissão da doença. Ou seja, o felino pode ficar curado – dependendo da gravidade e do estágio do caso. ComplicaçõesA veterinária Joana Portin alerta que duas complicações mais graves do diabetes são a cetoacidose metabólica e a hipoglicemia. Apesar de oferecerem risco à vida do pet, elas podem ser revertidas quando identificadas precocemente. Outras doenças também podem surgir em decorrência da diabetes. Casos da cegueira (catarata diabética), cistites recorrentes, infecções provocadas pela baixa na imunidade, alterações metabólicas associadas e problemas hepáticos e pancreáticos. SintomasFique atento, pois os sinais a seguir podem indicar que o cachorro ou o gato tem diabetes:- Aumento da produção de urina;- Maior consumo de água, aparentando que o pet anda com mais sede; - Emagrecimento;- Respiração ofegante; - Vômitos recorrentes; - Falta de apetite, o que evidencia a doença mais avançada; - Especificamente nos gatos, o chamado andar plantígrado, que é quando o felino caminha encostando o calcanhar no chão, um sintoma que aparece em estágios mais avançados.