[[legacy_image_292251]] Em pouco tempo, o mundo vai celebrar os 50 anos – meio século!!! – de uma das sagas mais marcantes da história: Star Wars. Se, em 1977, Star Wars – Uma Nova Esperança foi um acontecimento grandioso, com a chegada do streaming e especialmente com a compra da Lucasfilm pela Disney, novos “produtos” com a marca da franquia se tornaram comuns e o impacto, hoje, é bem menor. O mais novo lançamento do universo Star Wars acaba de estrear no Disney+: Ahsoka. A minissérie dialoga com muitas outras produções desse universo, mas se livra de um defeito gravíssimo dos filmes da Marvel (também da Disney): para entender completamente as produções mais recentes, você precisa ter lido tal saga na coleção de gibis, assistido a três séries, visto outros tantos filmes. É muita complicação para um simples divertimento. O mundo nerd – seja do lado da indústria ou dos fãs – ficou complexo demais e bastante radical para o espectador médio. Em Ahsoka, os fãs casuais, que talvez nem tenham assistido a todos os filmes (a segunda trilogia – episódios 1, 2 e 3, o que é completamente dispensável), conseguem acompanhar a história sem grandes crises, e os fãs mais radicais – aí sim – vão ligar personagens e acontecimentos com o que viram em The Mandalorian, O Livro de Boba Fett e nas séries animadas The Clone Wars e Rebels. A história: logo após a queda do império galático, Ahsoka Tano (Rosario Dawson), uma antiga jedi, tem como missão descobrir, galáxia afora, crianças que sejam sensíveis à força. Ou seja: possíveis jedis. Nesse caminho, ela acaba encontrando velhos amigos e aliados e também muitos inimigos. Uma típica série de aventuras, na melhor tradição de Star Wars, e que conta com um bom elenco, que tem ainda Hayden Christensen (ele mesmo, o Anakin Skywalker dos filmes 2 e 3), o ótimo Lars Mikkelsen (irmão de Mads Mikkelsen) como o grande vilão, o Grande Almirante Thrawn, uma figura sinistra, herdeiro direto de Palpatine e a representação de uma ameaça muito clara: a da volta do Império. A produção é de Dave Filoni, um cara cuja carreira quase inteira é dedicada ao universo Star Wars e que tem como trabalho mais recente a ótima The Mandalorian. Preste muita atenção na direção de arte e nos efeitos especiais de Ahsoka, que estão entre as melhores coisas que a tevê mostrou nos últimos anos. Acho muito bom que a vocação da franquia, hoje, seja contar boas histórias que se bastam, mas que, unidas, montam um quebra-cabeça bem maior e mais complexo. Se você, em algum momento da sua vida, curtiu um filme de Star Wars no cinema, não deixe de assistir. Não vai se arrepender!Nota do crítico: +++++ +++ Snoopy nas telonas? Craig Schulz, filho do criador de Charlie Brown, Snoopy e toda a turma, espera que um novo filme baseado nos personagens chegue em breve aos cinemas (ou ao streaming). As negociações estão acontecendo e Craig brincou, em entrevista recente, que poderia revelar à repórter o futuro da franquia, mas “teria que matá-la” depois. Além da antiga série (que, aliás, tinha Selton Mello como dublador do Charlie Brown), cinco filmes foram feitos para o cinema e, hoje, a franquia tem como novidades o longa de 2015 e a série de animação da Apple TV+. Filho de diretor reclama de Branca de NeveAinda sobre filhos de famosos, David Hand, filho do diretor do Branca de Neve original (de 1937), declarou em entrevista que nem seu pai nem Walt Disney estariam felizes com as mudanças que estão sendo feitas na versão com atores da história, que a Disney está filmando. Nas palavras dele, “é uma desgraça que o estúdio esteja tentando mudar o que fez tanto sucesso no passado. Os pensamentos deles são muito radicais e não há o menor respeito pelo que Disney fez no passado”. Imagine se David Hand tivesse assistido ao clássico brasileiro Histórias que Nossas Babás Não Contavam...