[[legacy_image_256206]] Não sou o sujeito mais ligado no mercado de animações para adultos. Não curto. Chego, no máximo, a Os Simpsons e South Park, que são a metade do caminho. Mas, de vez em quando, surgem algumas novidades nesse segmento que são bem difíceis de ignorar. Agente Elvis, que acaba de chegar à Netflix, é um desses casos. É Elvis, foi produzida pela Priscilla Presley. Mesmo sem querer muito, se você é fã dele terá que conferir. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! É o meu caso, desde os filmes da Sessão da Tarde da minha infância. Mas Agente Elvis não tem nada da relativa inocência dos filmes dos anos 60. É uma tremenda maluquice, que pode ser divertida para muita gente, e que parte de um pressuposto absurdo: e se Elvis fosse, além do Rei do Rock, um agente secreto que luta contra as drogas, os hippies e os “inimigos dos Estados Unidos”? E se ele, além disso, fosse acompanhado de um chimpanzé sociopata que adora beber uísque e usar todos os tipos de drogas e armas? E se ele, como agente secreto, utilizasse os mesmos trejeitos que o consagraram como um ídolo pop? O fato é que basta dar um Google rápido para descobrir que, sim, na vida real Elvis tinha um macaco do qual todos desconfiavam que era alcoólatra e violento. E, sim, Elvis sonhava em ser agente secreto e chegou até a se encontrar com um presidente dos Estados Unidos para pedir para ser um. Grande parte da graça está aí, em descobrir que poderia ser tudo verdade, por mais ridículo e absurdo que seja. Surreal demais? A animação ultrapassa qualquer limite e não se prende a nenhum conceito moral – é bom ficar avisado. E a graça está toda aí, no exagero e no absurdo, sempre com a risadinha de canto de boca e os passinhos coreografados. A cada episódio, Elvis enfrenta um vilão diferente, começando pelo assassino Charles Manson e sua trupe. A animação, em um estilo quase de história em quadrinhos, é da Sony Animation Pictures. Além de Priscilla Presley, são também produtores o ator Matthew McConaughey (que também faz a voz de Elvis, sem nenhuma semelhança com o astro real, aliás) e Johnny Knoxville (de Jackass, um ícone da comédia do início deste século). A primeira temporada tem dez episódios, com cerca de 25 minutos cada. Um pior do que o outro, no bom ou no mau sentido, depende da sua disposição e do seu gosto. Mas fique avisado: não é para qualquer público. Assista por sua conta e risco e, se odiar, não diga que não foi avisado. Mas se, por outro lado, você curte esse gênero, que coloca o mundo adulto de sexo, drogas e palavrões dentro do formato tradicionalmente infantil que é a animação, aproveite, porque vai ser uma das coisas mais divertidas que você já viu!!! Nota:+ + + + + +++Os Daniels em Star WarsA notícia é uma bomba: os diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert, ganhadores do Oscar por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, dirigiram um episódio especial da nova série de Star Wars que a Disney está preparando: Skeleton Crew, que deve chegar ao Disney+ ainda neste ano. Não foram divulgados detalhes do episódio conduzido pela dupla. Skeleton Crew será estrelada por Jude Law e contará a história de um grupo de crianças que se vê perdido na galáxia e precisa achar uma maneira de voltar para casa. Taron Egerton não será 007Sabe aquele convite que você recusa antes de ele ser feito? O ator inglês Taron Egerton, que viveu Elton John na cinebiografia Rocketman, negou que vá viver o agente 007 nas telas e explicou o porquê: não tem o físico certo para o papel. Como os produtores não o convidaram e não têm, ainda, a menor ideia de quem vai substituir Daniel Craig, a declaração soa como apenas um papo de boteco. E as fofocas a respeito do novo James Bond continuam envolvendo muitos nomes e pouquíssima certeza. Não há data para o anúncio dos produtores e muito menos para um novo filme da franquia. Já Egerton poderá ser visto em breve na versão em filme do joguinho Tetris, da Apple TV+.