[[legacy_image_260668]] Qual é o significado de um beijo para a maioria das pessoas? Esse questionamento inspirou pesquisa com o objetivo de traçar as diferenças de comportamento entre as gerações. Os resultados desse levantamento - realizado pela consultoria On The Go, a pedido da marca de produtos de beleza quem disse, berenice? - foram divulgados na última quinta-feira, Dia do Beijo, e mostram que, para a maior parte da geração Z (pessoas de 16 a 24 anos), o beijo é acima de tudo um gesto de carinho, de afeto, de cumplicidade, uma forma de estabelecer e manter a conexão com o outro. Em contrapartida, para as gerações Y (quem tem de 25 a 40 anos) e X (de 41 a 50 anos), por mais que o afeto e a conexão sejam importantes, o beijo é predominantemente um modo de sedução e de demonstrar desejo. De acordo com o estudo, que contou com mais de 800 participantes de todo o Brasil, ao mesmo tempo em que a geração Z se mostra mais propícia do que a Y e a X a estabelecer relações amorosas casuais, 85% dos entrevistados na faixa de 16 a 24 anos foram taxativos: quando assumem um relacionamento sério, eles só querem saber do parceiro (a) e não sentem a menor vontade de beijar outras pessoas. Mais uma conclusão da pesquisa é que a geração Z valoriza o diálogo aberto e transparente com o companheiro (a). E como parte da busca por uma boa comunicação no casal, a geração Z gosta de ter o consentimento do outro, tanto em situações que envolvam uma adequação aos padrões preestabelecidos pela sociedade quanto o rompimento de tabus. Frequência na miraO levantamento também abordou com que frequência as pessoas costumam beijar no dia a dia, dependendo da faixa etária. Foi detectada uma informação curiosa aí: embora a geração Z seja a que menos beija diariamente, a maioria dos entrevistados de 16 a 24 anos enfatizou a preocupação com o tempo de qualidade e as trocas de carinho com o parceiro (a). Tanto que os entrevistados dessa faixa etária defenderam a necessidade de o casal não apenas se beijar na boca, mas cultivar o hábito de dar beijos na bochecha e na testa. “Os dados (da pesquisa) surpreendem, porque derrubam certos estereótipos comumente associados à geração Z, tão pautada pela superexposição e por valores disruptivos. Embora esses jovens expressem comportamentos mais livres nas relações amorosas, também há, na mesma medida, uma grande dose de comprometimento, valorização afetiva e respeito nas relações, nas quais qualidade e respeito são ingredientes fundamentais. Não se trata, portanto, de uma geração que encara os relacionamentos de forma hipersexualizada”, afirma Carlos Kawasaki, sócio-diretor da consultoria On The Go. Mais resultadosO levantamento ainda indicou que as três gerações (Z, Y e X) não só consideram feios os beijos com muita saliva ou com a boca bem aberta, como também não curtem ficar com aquele “batom residual” nos lábios depois de beijar alguém. Também foi constatado que a geração Z é a que mais consulta tutoriais na internet para se preparar para o primeiro beijo. Basta ver que 44% dos entrevistados de 16 a 24 anos afirmaram ter treinado antes de beijar pela primeira vez.