[[legacy_image_268348]] Numa sociedade cada vez mais consciente sobre o bem-estar animal, a adoção responsável de pets se torna um tema de extrema importância. Mais do que levar um animalzinho para casa, é necessário entender que esse ato se torna um compromisso de longo prazo, repleto de cuidados e dedicação e que a responsabilidade é a chave para construir essa relação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao decidir adotar um pet, deve-se compreender que todo animal é um ser vivo com necessidades físicas e emocionais. “A adoção não pode ser romantizada, mas, sim, encarada como um compromisso sério”, explica Leila Abreu, diretora de bem-estar animal do Instituto Viva Bicho, em Santos. Para isso, ela diz que a ONG faz uma “peneira” para avaliar a capacidade e as condições, sejam elas financeiras ou físicas, das pessoas interessadas em adotar um animal. E para garantir o bem-estar do bichinho e a harmonia no novo lar, um dos principais aspectos considerados é a condição financeira. “A pessoa interessada deve ter recursos para arcar com despesas como alimentação, cuidados veterinários e medicações necessárias”, afirma Leila. Além disso, é considerada também a condição física do adotante. “Um filhote não seria a melhor opção para uma pessoa idosa ou com dificuldade de locomoção. Os cuidados exigidos pelos filhotes são incompatíveis com restrições de mobilidade, o que poderia comprometer o bem-estar do pet”, exemplifica a diretora da ONG. Outro ponto importante é o equilíbrio emocional, pois a chegada de um animal implica em mudanças na rotina da casa, possíveis danos e ajustes necessários. Segundo Leila Abreu, é fundamental que a pessoa esteja preparada emocionalmente para lidar com essas alterações, “assim como acontece com a chegada de um bebê”. Amor à primeira vista A família da engenheira civil Julliana Rivas Balboa Guidon Frederico, de 26 anos, ficou inconsolável após a morte de Nina, cachorrinha adotada há 13 anos. “Quando a Nina se foi, a casa ficou muito vazia e todos nós da família pensamos a mesma coisa: por que não dar amor para mais um cachorro e fazer a vida dele mais digna e feliz?”, conta Julliana. [[legacy_image_268349]] Assim, no último dia 13, a engenheira visitou a ONG Viva Bicho e, quando viu a cachorrinha Amora, foi amor à primeira vista. “Nós a vimos no cantinho, assustada e tremendo muito. Eu, meu pai e minha tia nos apaixonamos por ela no mesmo instante e não pensamos duas vezes antes de levá-la para casa”. Amora, a nova integrante da família, tem apenas 1 ano de idade. Com seu jeitinho doce e olhar cheio de gratidão, ela mostra diariamente à nova família como a adoção consciente pode transformar vidas. “Eu e minha família sempre tivemos cachorros de todas as raças e tamanhos e sempre soubemos dos gastos, do trabalho que eles dão, mas nada se compara à felicidade de você vê-los felizes, confortáveis e se sentindo seguros numa casa”. Para ela, a adoção consciente é poder dar um lar e amor a um animalzinho de estimação que não teve essa oportunidade. “É você saber que pode mudar completamente a vida dele. Ter a ciência de que nem tudo são flores e, em algum momento, um sapato seu vai ser destruído. Mas, principalmente, é saber que eles vão amar você mais do que você os ama. Serão uma parte de você”.