[[legacy_image_295890]] Caio Paduan se tornou conhecido do grande público pelo trabalho nas novelas da Globo, mas sua trajetória nas artes cênicas começa bem antes, ainda na época do colégio. No momento, pode ser conferido no papel de D’Artagnan no musical interativo Iron, inspirado no livro O Homem da Máscara de Ferro e em cartaz no 033 Rooftop, em São Paulo. Esse é o primeiro projeto em que, além de atuar, Caio se aventura como produtor, função na qual vai investir bastante daqui em diante. Na entrevista, o carioca de 36 anos também fala dos seus próximos trabalhos, do seu lado nerd e da paixão por esportes e rock. “Tenho carinho especial pela Baixada Santista. Possuo família em Santos. Fui muito à Cidade quando era garoto. Há duas semanas, passei alguns dias em Praia Grande para descansar e pegar sol”, conta. Em seu novo espetáculo, Iron – O Homem da Máscara de Ferro, você concilia o trabalho de ator com o de produtor. Essa era uma vontade antiga?Desde novo, sou muito curioso, criativo e de consumir bastante cultura. Como sou apaixonado por cinema, cheguei a ter mais de 4 mil filmes em casa. E sempre fui de ler. Aliás, o que me levou para o teatro foi a literatura, os livros que lia no colégio. Os professores perceberam isso e começaram a me indicar peças para ler. Desde pequeno, também acompanhei os meus pais em sessões de teatro. Sou grato demais ao acesso à cultura e à educação que tive. Ainda há o seguinte: a criação faz parte do trabalho do ator. Para compor os meus personagens, utilizo um método em que construo aquele ser humano pedacinho por pedacinho, passando inclusive pela parte física. Como um viúvo de Tolkien e apaixonado por O Senhor dos Anéis e todo tipo de literatura bem descritiva, incorporei isso no ofício de ator, e de tantas produções que vi, fiquei com vontade de viabilizar os meus próprios projetos e histórias. A pandemia acabou me empurrando de vez nesse sentido. Como foi colocar isso em prática? Por ter cursado um semestre de Publicidade antes de me formar em Artes Cênicas, resolvi resgatar esse lado de criação do publicitário e frequentei cursos de direção criativa e de produção. Busquei entender como poderia trabalhar no desenvolvimento de produtos artísticos: de peças, filmes e séries a programas. Também conversei com pessoas do meio, porque pretendo trabalhar de maneira colaborativa, a partir de um time de criação e produção. Não acredito em um processo solitário. A gente não faz nada sozinho... É bem como escutei do meu pai: do que adianta chegar ao topo da montanha sozinho se você não terá com quem comemorar? Aprendo demais com os outros. Portanto, conforme as ideias de histórias e projetos surgiam, eu procurava um roteirista – por não ter pretensão de ser dramaturgo – e quem mais fosse necessário para tocar aquilo. Assim me deparei com o conceito do Iron, de ser um musical interativo. E você já tinha se experimentado nesse tipo de espetáculo?Não, apenas havia feito peças com algumas partes de canto. Precisei me preparar, estudar para fazer esse projeto. Para ajudar, sou filho de pianista e apaixonado por música, especialmente rock. Sempre que dá, estou com meu fone de ouvido escutando algo. Pretendo continuar estudando música, retomar as aulas de violão e guitarra. Quem sabe montar uma banda. Já arrisquei até umas composições... Meio que a longo prazo, ainda cogito me aventurar como diretor. Tem outros projetos engatilhados enquanto produtor e/ou ator?Está para sair Fazendo Meu Filme, longa em que interpreto um professor de Biologia. Em 2024, vou produzir o meu primeiro filme e, daqui a dois anos, pretendo desenvolver uma série. Em paralelo, planejo programas de cultura e de esporte. E já trabalho em um novo musical, para emendar com o Iron. Puxando o meu lado nerd, me envolvi na criação conjunta de um livro ambientado no universo dos vampiros – algo bem RPG – e de uma HQ. Quero trabalhar até o fim da vida, igual a ídolos como Lima Duarte, Marcos Caruso, Antonio Fagundes e Marco Nanini. Almeja uma carreira internacional?Em 2017, por meio do meu empresário, tomei conhecimento de teste para filme do X-Men. Participei do processo seletivo, mas não rolou. Sigo com essa vontade, com o objetivo de trabalhar fora do País. Estou determinado a construir esse “sim”. Junto a isso, tenho conversado com amigos de outros países para coproduções internacionais. O céu é o limite. Você falou de fazer programas esportivos. Curte esse universo?Demais! No colégio, pratiquei todos os esportes que dava, até ficar apenas com o futebol. Cheguei, inclusive, a jogar em alguns clubes, só que, como torço para o São Paulo, evito dizer que times foram. Hoje, o joelho me afasta do futebol. Mas sou apaixonado por esporte, está no meu DNA. Me considero um nerd esportista. Atualmente, pratico surfe, kitesurfe, beach tennis, calistenia e corrida.