[[legacy_image_292382]] Paloma Bernardi deu os primeiros passos profissionais cedo. Dos 4 aos 13 anos, fez publicidades e, em paralelo, teatro. Assim, aos poucos, construiu uma carreira bem-sucedida e realizou grandes sonhos. “Eu falava que queria trabalhar na Globo, fazer novelas, participar do Dança dos Famosos, integrar o elenco da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém (Pernambuco), contracenar com a Lilia Cabral, ter o meu apartamento no Rio de Janeiro... Venho dando checks direto nas coisas que projetei e sonhei. Sou grata demais por tudo o que conquistei”, afirma a paulistana de 38 anos. O que muita gente não imagina é que Paloma mantém forte engajamento social. Além de contribuir com entidades, fundou há cinco anos com um fã o seu próprio projeto, o Solidariedade Transforma. Na entrevista, a atriz fala ainda do novo filme, TPM! Meu Amor, que estreia na próxima quinta nos cinemas, e detalha a sua relação (bem intensa) com a fé. O engajamento social que você mostra nas redes é algo recente?Eu sempre me envolvi em causas sociais. Sou uma pessoa de muita fé. Na infância e adolescência, meus pais me levavam à missa e, na igreja, eu abraçava as campanhas promovidas pelas pastorais para mães solteiras, pessoas em situação de rua, idosos... Conforme comecei a trabalhar, morar no Rio de Janeiro e gravar muito, as minhas ações sociais passaram a ser mais pontuais. Eu me tornei madrinha da Casa Padre Pio, que auxilia comunidades de São Paulo. Depois, tive contato com famílias de refugiados e foi aí que percebi que devia me tornar mais ativa de novo, aproveitando o espaço e a credibilidade que conquistei com o meu trabalho de atriz para reverberar a solidariedade. E como fez isso?Recebi ligação do Marcos Mendes, fã que sempre me seguiu em todos os lugares. Ele perguntou se eu iria para sua cidade, Caruaru, em Pernambuco, participar de evento beneficente que ele estava pensando em organizar. Disse que sim. Assim surgiu nosso projeto social, o Solidariedade Transforma, que existe há cinco anos. Ele começou pequenininho, no pátio de uma escola e, hoje, o desfile beneficente de moda que promovemos acontece no shopping local. Tudo cresceu de maneira natural. A cada ano, a gente abraça uma instituição diferente. Na edição de 2023, realizada em julho, foi a Apae de Caruaru, que cuida de crianças e adolescentes com deficiência. Devido à aproximação que tive com a entidade, me tornei, inclusive, sua embaixadora. A solidariedade, portanto, sempre me chama de algum modo. Só tenho a agradecer pela minha família e por tudo que tenho. Acho que é impossível olhar para o lado, para fora do meu mundo, e não fazer nada, até como uma forma de agradecimento e retribuição. Tem uma meta nesse sentido? Acabei de voltar de ação do Amigos do Bem, que combate a fome e a miséria no sertão nordestino. Esse projeto me inspirou e mostrou que, além de fazer doações, é importante dar a oportunidade para que as pessoas assistidas passem a ter autonomia para estudar e dispor de renda própria. O meu objetivo com o Solidariedade Transforma será cada vez mais esse. Como anda a sua fé?É ela que me move. Sou católica praticante: faço minhas orações, rezo o terço, vou à missa e sou devota de Nossa Senhora Aparecida. Já tive milagres na minha vida e na minha família. Acredito que o poder da oração nos leva longe. Precisamos ter esse momento de conexão com nós mesmos e com Deus, e cada um deve buscar o Deus que preferir. Senão, a vida fica sendo apenas trabalho e um turbilhão emocional. O que podemos esperar da Paloma atriz? Estreia nos cinemas na próxima quinta-feira meu mais novo filme, TPM! Meu Amor. Tenho o maior orgulho desse projeto, que rodei entre 2020 e 2021, no auge da pandemia. O roteiro chegou às minhas mãos dez anos antes, quando procurei a produtora responsável pelo filme para participar da série Sessão de Terapia. Eles me disseram que todos os atores que iriam contracenar com o Selton Mello já estavam definidos, mas que também estavam trabalhando no TPM! Meu Amor. Esse longa fala sobre o empoderamento da mulher, de ela ser quem é independentemente da profissão ou das pressões que recebe. O que dialoga muito comigo. Procura se empoderar de que jeito? Comecei a fazer terapia na pandemia e isso me trouxe autoconhecimento, mais amor próprio e uma noção maior dos meus limites e desejos. Como sou bastante emocional, tendia a deixar as pessoas passarem por cima de mim... O autoconhecimento é um jeito de trabalhar o empoderamento. Quanto mais você se conhece, mais encontra esse poder dentro de si. Por exemplo, antigamente, me sentia inferior por ter cabelo cacheado e ser bem magrinha. Me chamavam de Olivia Palito, Bombril e cotonete. Hoje, aceito meu cabelo e meu corpo. Mas se amar é um exercício diário.