Concerto no Teatro Municipal de Santos homenageou os 130 anos de A Tribuna (Sílvio Luiz/ AT) Com uma apresentação irretocável e obras conhecidas do público, os músicos Pablo de León (violino), Horácio Schaefer (viola) e Roberto Ring (violoncelo) receberam nesta quinta-feira (17) à noite o violinista francês Régis Pasquier, em um encontro único de talentos que encantou a plateia que compareceu ao Teatro Municipal Braz Cubas, em Santos para o Concertos A Tribuna 2024, uma homenagem aos 130 anos do Jornal A Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pilar da música clássica brasileira, o trio comemora 23 anos junto, tendo realizado mais de 800 concertos no País e representado o Brasil em eventos prestigiados na Argentina e Chile. De León, spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo; Schaefer, chefe do naipe das violas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo; e o violoncelista Ring se uniram a Pasquier, que aos 12 anos já havia conquistado o primeiro prêmio do Conservatório de Paris. “Tenho um carinho muito grande pela cidade de Santos porque meu pai era daqui. Então, eu me sinto meio santista também. Ele só foi para São Paulo quando tinha 18 anos, para fazer faculdade na USP. Quando se aposentou, veio de novo para cá. Para mim, é uma segunda casa. Adoro me apresentar em Santos, o público é sempre muito carinhoso”, contou Ring, que também falou da importância da apresentação. “Nosso convidado (Régis Pasquier) é um dos maiores violinistas do mundo. É muito requisitado e toca em todos os palcos. Gravou tudo no repertório. Tanto de solista, como de música de câmara. Mas ele adora vir para o Brasil. A primeira vez que eu toquei com ele foi em 2001. É uma lenda viva”. Repertório Juntos, eles apresentaram ao público santista uma programação especial que integrou as comemorações dos 130 anos do Jornal A Tribuna, interpretando obras-primas como o Quarteto em Ré Maior, Op. 64, nº 5 – Cotovia, de Haydn, o Quarteto nº 15 em Ré menor, K. 421, de Mozart, e o Quarteto nº 2 em Lá Menor, Op. 51, de Brahms. “São obras maravilhosas. O público adere. Não são aquelas peças mais herméticas. São peças de fácil de acesso. Chegam no coração do ser humano de uma maneira que flui”, disse Ring. De Leon ressaltou que esta foi o primeira apresentação da turnê. “O público daqui está acostumado a ouvir bastante música clássica, há um orquestra em Santos. É uma cidade que vive bastante esse universo que a gente trabalha, da música erudita, e a gente fica muito feliz em poder voltar”. Público E o público aprova. “Acho que a nossa Cidade tem tudo de bom pra oferecer. Foi uma iniciativa extraordinária. Espero que aconteçam outras. Virei com todo prazer. A música clássica faz muito bem para a nossa alma”, comentou, na plateia, a modelo Maria Cecília Pessoa de Junqueira. O analista de comércio exterior Mauricio Cândido Rabello também elogiou a iniciativa. “É incrível poder acompanhar um trio como esse, com um renomado músico clássico francês. Fiz questão de comparecer”. Carreira de sucesso O trio formado por Pablo de León, Horácio Schaefer e Roberto Ring também representou o Brasil na Argentina e no Chile, em concertos prestigiosos na Série Llao Llao no Alvear, em Buenos Aires, no Festival Internacional de Ushuaia e na Fundação Beethoven de Santiago. Eles já receberam convidados do mundo todo no palco. Entre eles, os clarinetistas Antony Pay (Inglaterra), Michel Lethiec e Romain Guyot (França), Paulo Sérgio Santos (Brasil); os violinistas Ilya Gringolts (Rússia), Régis Pasquier (França), Hagai Shaham e Roy Shiloah (Israel), Isabelle van Keulen (Holanda), Cármelo de los Santos e Cláudio Cruz (Brasil), e os pianistas Roglit Ishay (Israel), Emmanuel Strosser (França) e Cristian Budu (Brasil). Referência internacional Régis Pasquier nasceu em 1945 e já aos 12 anos recebeu o primeiro prêmio para violino e música de câmara do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Em seguida, começou a excursionar pela Europa e dois anos mais tarde partiu para os Estados Unidos, para um recital em Nova Iorque. Foi um momento decisivo em sua carreira, pois teve encontros com músicos como David Oistrakh, Leonard Rose, Pierre Fournier, Yo-Yo Ma, Paul Tortelier, Nadia Boulanger e Isaac Stern. Zino Francescatti ficou impressionado com seu talento e alguns anos mais tarde pediu sua colaboração para gravar, pela Deutsche Grammophon, o Concerto para dois Violinos e Orquestra de Johann Sebastian Bach. Em 1985, foi nomeado professor de violino e música de câmara do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Entre suas inúmeras gravações, destaque para as Sonatas para violino e piano de Prokofiev com Pascal Rogé, as obras para violino e piano de Ravel com Brigitte Engerer, os Caprichos de Paganini e a integral dos concertos para violino de Mozart.