Um estilo de vida saudável ajuda na prevenção à doença (Adobe Stock) Durante o mês de novembro acontece a campanha Novembro Azul, voltada a conscientização sobre o câncer de próstata, na tentativa de influenciar a prevenção e o diagnóstico precoce. De acordo com o oncologista Roberto Pestana, este tipo de câncer é o mais comum entre os homens brasileiros, representando cerca de 29,2% dos casos de câncer. Embora a detecção precoce aumente significativamente as chances de cura, ainda existem muitos mitos que fazem com que homens evitem buscar exames e informações. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino. Quando suas células crescem de forma descontrolada, podem formar um tumor que, se não tratado, tem potencial de se espalhar para outros órgãos. É válido destacar que a maioria dos casos cresce lentamente, podendo ser controlado da melhor maneira possível. Veja alguns mitos e dúvidas sobre o câncer de próstata: “O exame de toque retal é constrangedor e doloroso” Esse é um dos maiores mitos. O exame de toque é um procedimento rápido e indolor, essencial para identificar alterações na próstata. Esse exame, junto com o exame de PSA (sangue), ajuda a detectar tumores em estágios iniciais, quando as chances de cura são muito maiores. “O câncer de próstata só afeta homens idosos” Embora o risco aumente com a idade, o câncer de próstata pode afetar homens a partir dos 40 ou 45 anos, especialmente se houver histórico familiar. É recomendado que homens com fatores de risco comecem os exames de prevenção aos 45 anos, e aos 50 anos para os demais. “Se não tenho sintomas, não preciso fazer exames” Outro mito perigoso, já que, em fases iniciais, o câncer de próstata muitas vezes não apresenta sintomas. Quando os sinais aparecem – como dificuldade para urinar, dor ou sangue na urina – o câncer já pode estar em estágio mais avançado. Assim, os exames regulares são fundamentais para um diagnóstico precoce. “O PSA alto sempre indica câncer de próstata” O PSA elevado pode ser um sinal de alterações na próstata, mas nem sempre significa câncer. Outras condições, como infecções e aumento benigno da próstata, também podem causar alterações nos níveis de PSA. Apenas o médico pode interpretar os resultados e solicitar exames complementares se necessário. “O tratamento sempre causa impotência e incontinência” Embora alguns tratamentos possam ter efeitos colaterais, como disfunção erétil ou incontinência, isso não ocorre com todos os pacientes, e as chances de recuperação são maiores com um diagnóstico precoce. Hoje em dia, existem técnicas avançadas que minimizam esses riscos, e a escolha do tratamento é feita de forma personalizada. "Como prevenir o câncer de próstata?" A prevenção se baseia no acompanhamento médico e em um estilo de vida saudável, que inclui boa alimentação, prática de exercícios e controle do peso. Para homens com histórico familiar, o cuidado deve ser redobrado, pois o fator genético aumenta as chances de desenvolver a doença. "Como é feito o diagnóstico?" O diagnóstico é feito através de exames como o PSA, que mede o nível de uma proteína produzida pela próstata no sangue, e o toque retal, que identifica alterações físicas. Caso esses exames apontem alguma anomalia, uma biópsia pode ser solicitada para confirmar o diagnóstico. "Quais são os tratamentos?" As opções de tratamento variam conforme o estágio do câncer e as condições do paciente. Entre os principais estão a cirurgia, a radioterapia e a hormonioterapia. Em alguns casos de tumores de baixo risco, o médico pode optar pelo monitoramento ativo, acompanhando a evolução sem intervenções imediatas.