(Adobe Stock) Santé! Dentre tantas uvas brancas, destaco algumas das mais refrescantes para serem degustadas no alto verão, principalmente no nosso Litoral, que invariavelmente, enfrenta altas temperaturas. As uvas brancas Alvarinho, Chardonnay, Riesling e Sauvignon Blanc são muito procuradas pelos apaixonados por vinhos. Alvarinho é a casta nobre da Península Ibérica. De alta gama, brilha na D.O. Vinhos Verdes e na I.G. Minho, Portugal, além de sua importância na Galícia, D.O. Rias Baixas, Espanha, onde é conhecida como Albariño. É cultivada ainda em muitos outros países e tem se destacado no Uruguai. A casta resulta em vinhos de acidez pungente. Seus aromas e sabores remetem às frutas cítricas e muitas vezes com notas florais e minerais. Vinhos que podem ser longevos e até encorpados. Chardonnay é a rainha das brancas, sem dúvida. Sua origem propagada como sendo Borgonha e Champagne, na França, é contestada por ampelógrafos (estudiosos da videira). Estes dizem que ela provém do Líbano e da Síria, de onde em seguida teria sido levada à Europa pelas cruzadas. O que importa é que os vinhos Grands Crus e os Premier Crus da Borgonha são os mais desejados entre os Chardonnays. Em Champagne, é uma das uvas que compõem o champanhe, sendo personalíssima nos Blanc de Blancs. É a uva que mais se beneficia com estágio em carvalho, acentuando sua longevidade. E se estagiar em inox, fica delicadamente mais refrescante, a exemplo dos Chablis. É muito adaptável, uma vez que é cultivada mundo a fora, em regiões com diversos tipos de solo e clima. Seus aromas podem ser de maçãs verdes, melão, abacaxi, frutas tropicais, algo de ervas, baunilha e outros. O paladar é macio, untuoso ou amanteigado, acidez média e muito saboroso, com certa doçura final. Riesling é a variedade mais elegante entre as brancas. De origem germânica, produz vinhos no Mosel-Saar-Ruwer, Rheingau e Pfalz, Alemanha, sem esquecer da Alsácia, franco-alemã, além de Wachau e Burgeland, na Áustria. Seus vinhos são vivazes e longevos, com características inimitáveis. Aromas de flores e mel se misturam à mineralidade inconfundível, como o petróleo, resina. Seus rótulos surpreendem por sua alta acidez equilibrando sua doçura, resultando em vinhos espumantes e brancos secos, meio doces e doces muito perfumados. É cultivada em diversos países do mundo vitivinícola. Apenas não deve ser confundida com a Riesling Itálica, do Trentino Alto Adige e Friuli, Itália, bastante cultivada no Brasil. Sauvignon Blanc é a uva de aroma penetrante. O nome deriva de savage que se pode descrever como relva. Nativa de Bordeaux, na França, tem aromas herbáceos, aspargos, frutas brancas e verdes como fruit de la passion ou maracujá, goiaba, almíscar e urtigas, até de gatos (xixi de gato), suas inconfundíveis características. É a estrela do Vale do Loire, onde produz os vinhos Sancerre e Pouilly Fumé. A Sauvignon Blanc é par da uva Semillón no mais aclamado vinho doce do mundo, o Château d’Yquem. É cultivada em muitos países e se destaca principalmente na Nova Zelândia, África do Sul, Austrália, Chile e Argentina. Comumente resulta em vinhos para serem consumidos jovens, denominados vinhos de piscina, entretanto se barricados, são encorpados e longevos. Se você é daqueles que só bebe vinhos tintos, por favor, considere uma chance aos brancos vivazes, de acidez evidente, mais apreciados mundialmente. A seguir, indico alguns rótulos que proporcionam essa vivacidade e refrescância. Até a próxima taça! Santé! Dentre tantas uvas brancas, destaco algumas das mais refrescantes para serem degustadas no alto verão, principalmente no nosso Litoral, que invariavelmente, enfrenta altas temperaturas. As uvas brancas Alvarinho, Chardonnay, Riesling e Sauvignon Blanc são muito procuradas pelos apaixonados por vinhos. Alvarinho é a casta nobre da Península Ibérica. De alta gama, brilha na D.O. Vinhos Verdes e na I.G. Minho, Portugal, além de sua importância na Galícia, D.O. Rias Baixas, Espanha, onde é conhecida como Albariño. É cultivada ainda em muitos outros países e tem se destacado no Uruguai. A casta resulta em vinhos de acidez pungente. Seus aromas e sabores remetem às frutas cítricas e muitas vezes com notas florais e minerais. Vinhos que podem ser longevos e até encorpados. Chardonnay é a rainha das brancas, sem dúvida. Sua origem propagada como sendo Borgonha e Champagne, na França, é contestada por ampelógrafos (estudiosos da videira). Estes dizem que ela provém do Líbano e da Síria, de onde em seguida teria sido levada à Europa pelas cruzadas. O que importa é que os vinhos Grands Crus e os Premier Crus da Borgonha são os mais desejados entre os Chardonnays. Em Champagne, é uma das uvas que compõem o champanhe, sendo personalíssima nos Blanc de Blancs. É a uva que mais se beneficia com estágio em carvalho, acentuando sua longevidade. E se estagiar em inox, fica delicadamente mais refrescante, a exemplo dos Chablis. É muito adaptável, uma vez que é cultivada mundo a fora, em regiões com diversos tipos de solo e clima. Seus aromas podem ser de maçãs verdes, melão, abacaxi, frutas tropicais, algo de ervas, baunilha e outros. O paladar é macio, untuoso ou amanteigado, acidez média e muito saboroso, com certa doçura final. Riesling é a variedade mais elegante entre as brancas. De origem germânica, produz vinhos no Mosel-Saar-Ruwer, Rheingau e Pfalz, Alemanha, sem esquecer da Alsácia, franco-alemã, além de Wachau e Burgeland, na Áustria. Seus vinhos são vivazes e longevos, com características inimitáveis. Aromas de flores e mel se misturam à mineralidade inconfundível, como o petróleo, resina. Seus rótulos surpreendem por sua alta acidez equilibrando sua doçura, resultando em vinhos espumantes e brancos secos, meio doces e doces muito perfumados. É cultivada em diversos países do mundo vitivinícola. Apenas não deve ser confundida com a Riesling Itálica, do Trentino Alto Adige e Friuli, Itália, bastante cultivada no Brasil. Sauvignon Blanc é a uva de aroma penetrante. O nome deriva de savage que se pode descrever como relva. Nativa de Bordeaux, na França, tem aromas herbáceos, aspargos, frutas brancas e verdes como fruit de la passion ou maracujá, goiaba, almíscar e urtigas, até de gatos (xixi de gato), suas inconfundíveis características. É a estrela do Vale do Loire, onde produz os vinhos Sancerre e Pouilly Fumé. A Sauvignon Blanc é par da uva Semillón no mais aclamado vinho doce do mundo, o Château d’Yquem. É cultivada em muitos países e se destaca principalmente na Nova Zelândia, África do Sul, Austrália, Chile e Argentina. Comumente resulta em vinhos para serem consumidos jovens, denominados vinhos de piscina, entretanto se barricados, são encorpados e longevos. Se você é daqueles que só bebe vinhos tintos, por favor, considere uma chance aos brancos vivazes, de acidez evidente, mais apreciados mundialmente. A seguir, indico alguns rótulos que proporcionam essa vivacidade e refrescância. Até a próxima taça! momentodivino@atribuna.com.br @claudiaenoamigos Agenda O Wine São Paulo Trade Fair acontecerá de 20 a 22 de maio, das 14h às 20h. Para empresas e profissionais. Será no Pavilhão do Expo Center Norte, na Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, Capital. Inscrições e credenciamento: www.winetradefair.com.br (Reprodução)