[[legacy_image_136478]] Tudo indica que o ponche nasceu na Índia, antes da existência dos coquetéis. É de lá que vem o nome, oriundo do hindustani pânch, que quer dizer cinco – a quantidade mínima de tipos de ingredientes que deveria ter a mistura (azedo, doce, forte, fraco e condimentado). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O modo de servir dá charme e o transforma em uma espécie de ritual de festa. O ponche deve estar em grandes recipientes, de preferência transparente para que todos vejam seus componentes. Geralmente colorido e cheio de frutas, fica muito bonito. No Oriente, a bebida era feita com limão, açúcar, água, especiarias e arrak (destilado de arroz, tâmara ou cana). Chegou à Europa no século 17, sendo adaptada ao gosto e ingredientes locais como vinho, rodelas de laranja e uvas. Foram os ingleses que criaram o primeiro recipiente específico para servi-lo. Mas foi nos Estados Unidos que ganhou fama. É onipresente em filmes de festas de formatura, por exemplo. Isso porque, foi lá que começou a ser preparado também sem álcool e em versões geladas – na Europa era quente. Aqui no Brasil virou moda no final do século 19 e ainda nos anos 1970 eram muitos comuns em festas de fim de ano. O próprio quentão das nossas festas juninas e é uma espécie de ponche. Se quiser criar um ponche siga essa regra de 1 a 5 usada no Caribe. RECEITA É só misturar em uma jarra ou recipiente para ponche: 1 parte de azedo (sucos, frutas etc) + 2 partes de doce (licores etc) + 3 partes de forte (rum, vinhos, espumante etc) + 4 partes de fraco (água, refrigerantes etc) + 5 pitadas de especiarias (canela, cravo, cardamomo, noz-moscada, hortelã etc).