[[legacy_image_15285]] Cresceu o número de pedidos de adoção de bichinhos de estimação nesse período de isolamento social contra a covid-19. Mas as entidades de proteção animal estão preocupadas, pois na mesma proporção aumentou o abandono por quem não tem mais condições de cuidar do pet. A orientação é prezar pela responsabilidade na decisão de levar um amigo de quatro patas para casa. “Nós estamos tendo critério. Recebemos, por exemplo, o pedido de uma mãe explicando que o filho estava inquieto em casa e, por isso, queria adotar. Negamos. O animal não pode ser uma opção para um momento”, explica Leila Abreu, da Codevida, de Santos. Mariluce Pereira, da ONG Viva Bicho, conta que, em apenas um dia, seis animais foram deixados na frente da clínica dela. Uma gata, inclusive, com um bilhete sobre a impossibilidade de cuidados. As ONGs explicam que é possível adotar nesse período, tanto que muitas continuam funcionando. Porém, é preciso mais rigor na hora de tomar essa decisão. Amanda Lima, que atua com a mãe na casa conhecida como Abrigo Rosângela, ressalta a importância da adoção de cães adultos, sem raça definida. “As pessoas estão atrás principalmente de filhotes, o que é complicado, porque depois, se devolvem o animal, é mais difícil alguém querer o pet adulto, sem raça ou preto. Até pela cor há preconceito”. Analise com cuidado As entidades fazem perguntas aos candidatos à adoção e estimulam que as pessoas reflitam sobre isso em casa, por meio de questionamentos como: Tenho condição de cuidar? “E não é só possibilidade financeira, mas de tempo, espaço e afeto. Há animais que não se adaptam com crianças e o contrário também”, diz Amanda Lima. “Se todos trabalham fora, o filhote pode ficar chorando”, acrescenta Leila Abreu. “E principalmente, avalie se a adoção é carência momentânea. O pet vai caber na sua vida depois?”, conclui Mariluce Pereira.