[[legacy_image_121059]] Após um ano e meio sem realizar expedições, devido às restrições para conter a pandemia, o piloto santista Lu Marini, de 55 anos, inicia amanhã uma nova aventura com seu paramotor. Dessa vez, ele irá explorar o estado de Minas Gerais, visitando 46 cidades e percorrendo mais de 3 mil quilômetros. “Essa expedição tem previsão de durar de 15 a 30 dias. Vai depender muito da condição de clima que eu pegar na região”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Marini diz que a motivação da expedição é um projeto que tem de sobrevoar e fazer um documentário sobre os lados cultural, histórico e ambiental de vários estados brasileiros. “Entre eles, Minas foi escolhido para essa minha primeira expedição por sua importância histórica e cultural. E é um lugar que, além de ter belezas e história, foi palco de dois desastres ambientais, o de Mariana e o de Brumadinho. Quando sobrevoar essa região, tenho certeza de que vai apertar meu coração”. Recordista continental de altitude e o único piloto a sobrevoar um vulcão ativo, Lu Marini esteve em dez expedições, totalizando mais de 22 mil quilômetros percorridos, passando por 24 estados e mais de 500 municípios. “Sempre volto cheio de histórias e com a certeza de que aprendi muita coisa pelo caminho. Entre aventuras, surpresas, cenários deslumbrantes e também devastadores, acabo sempre vivendo situações fantásticas e momentos emocionantes, que ficam marcados para sempre”. Para ele, a expectativa para essa expedição é grande. “Tenho um roteiro longo, com vários riscos, mas também sei que vou trazer imagens impressionantes e histórias emocionantes. Essa é minha expectativa, é o que sempre reúno nas minhas expedições e, dessa vez, não vai ser diferente”. Ação social Durante a expedição por Minas Gerais, Lu Marini vai distribuir 7 mil kits de higiene bucal para crianças das comunidades em que irá pousar. “Pretendo, nos lugares em que eu pousar, visitar as pessoas com menor renda e distribuir esses itens. É uma alegria imensa poder contribuir para uma melhora nas vidas das futuras gerações. Além disso, o documentário será distribuído gratuitamente à população”. O piloto explica que sempre faz ações sociais dentro das expedições. “Todos os produtos culturais que lanço são distribuídos gratuitamente para as comunidades e para a população em geral. São livros, documentários e palestras que dou. Tudo isso é distribuído gratuitamente. E uma exposição minha que está rodando o País, mais de 500 mil pessoas já viram. A entrada é gratuita”. Único do mundo O piloto realizou a primeira expedição em 2009, quando percorreu 4 mil quilômetros pelo litoral brasileiro. Já em 2010, sobrevoou o Pantanal. E em 2012, teve como desafio sobrevoar a rota de vulcões do México, o que o levou a conquistar o recorde pan-americano de altitude e se tornar o único piloto do mundo a sobrevoar um vulcão ativo. Na sequência, uma das rodovias mais polêmicas do Brasil foi a rota escolhida pelo piloto. Foram mais de 4 mil quilômetros sobrevoando a estrada engolida pela floresta, a Transamazônica. Em 2014, Marini sobrevoou toda a extensão do Rio Tietê. Nos anos seguintes, ele também explorou vários rios importantes, entre eles São Francisco, Paranapanema, Doce, Araguaia e Tocantins. Autor de dois livros e do documentário Rastreando o Rio Doce, Lu Marini foi selecionado em dois festivais internacionais. Sem falar que suas exposições Pelos Ares, em tour pelo Brasil, já passaram por mais de 40 cidades. Origem Nascido em Itu, no interior de São Paulo, Lu Marini é formado em Administração de Empresas e tem MBA em Marketing. Consolidou a sua carreira profissional nas áreas de consultoria, comunicação e marketing. Com passagem por grandes corporações, ainda fundou uma empresa em 1990. Marini atua como diretor, produtor e protagonista de diversos documentários. No esporte, é piloto instrutor master de paramotor e já formou mais de 450 pilotos, entre eles os da tropa de elite da Marinha. Hoje em dia, não tem conseguido atuar como instrutor por causa da sua agenda de compromissos. “Eu vim jovem para Santos, mas o mais importante na minha relação com a Cidade e o litoral é que na Baixada Santista foi onde comecei a voar. Aprendi a voar aqui e segui com esse meu grande sonho que é sobrevoar, fazer documentários e deixar um legado para as futuras gerações”, finaliza Marini.