[[legacy_image_36620]] Chegar em casa, tirar os sapatos dos pés, a máscara do rosto, higienizar as mãos e, enfim, respirar mais tranquilo. Em tempos de pandemia, essa é a nova rotina que enfatizou ainda mais a necessidade de ter um hall de entrada, uma antessala ou até mesmo um cantinho ao lado da porta que sirva de apoio e transmita uma sensação de lar, com conforto e segurança. A seguir, arquitetos e designers de interiores dão dicas de como deixar esses espaços mais práticos, bonitos e prontos para oferecer certo conforto emocional. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “As pessoas não querem mais que o hall seja um ambiente imponente. Agora, procuram por espaços mais aconchegantes”, ressalta a arquiteta e designer de interiores Thamyres Albuquerque. Bancos, banquetas e prateleiras de apoio estão entre os principais pedidos que ela tem recebido em seus projetos durante a pandemia. Para Thamyres, os bancos são peças curingas que auxiliam muito no dia a dia e que permitem uma composição bonita de elementos. Sejam bancos de tecido, de madeira, seat gardens, não importa. “Independentemente do material, já se dá um charme no ambiente”. Além disso, a dica de Thamyres é investir em pequenos adornos e espelhos, que repaginam o ambiente. Apostar em cores e em papéis de parede com que os moradores da casa se identifiquem, assim como ter uma boa iluminação, são outros fatores cruciais. “O mais importante é que o espaço, assim como a casa, reflita a nossa personalidade. Entrar em um ambiente de que gostamos, bonito e acolhedor, nos ajuda a passar por esse momento difícil”, acredita a profissional. Com isso, para ela, não é preciso seguir tendências. Mas, se for para indicar alguma paleta de cores para esse tipo de ambiente, ela aposta nos tons pastel, que estão em alta. “São cores mais tranquilas, que trazem essa sensação para a nossa casa”. Lado afetivo Já para o arquiteto Nelson Lima e para a designer de interiores Juliana Lima, que trabalham juntos, é interessante transformar esses espaços para que tragam memórias afetivas para quem mora na casa. Formas de resgatar esse lado emotivo são usar porta-retratos em locais visíveis ou recorrer a aromas que tragam bons sentimentos. Também buscando trabalhar esse lado emocional, Juliana crê ser importante que esse seja um ambiente de limpeza física e energética. Para isso, outra dica que ela dá é a de utilizar tons da natureza, como nuances de verde e de azul. Inclusive, para ela, ter uma planta no espaço ou cristais também pode ser um modo de gerar relaxamento. “O dono terá que tirar a planta, cuidar dela e colocá-la de volta. Portanto, é uma maneira de ele se envolver com o ambiente e acaba virando um ritual”. No caso das plantas, Lima ainda lembra que é preciso escolher bem a espécie, para que ela consiga se adaptar a um lugar como o hall. Cactos e outras plantas “de sombra” costumam ser boas opções nessa hora. Nada de estresse Nelson Lima ressalta a questão da irritabilidade, que acaba se destacando nesse “primeiro momento” à porta, caso as coisas não estejam organizadas. “Ter que chegar em casa, aí se higienizar e lidar com o medo de poder estar levando o vírus para dentro do lar gera ansiedade”. Por isso, é importante que haja um local para deixar os sapatos, ganchos para colocar as bolsas e sacolas, álcool ao alcance. Outra dica é dispor um recipiente para depositar as máscaras antes de lavá-las. “A pandemia nos traz muito estresse. O medo existe. O perigo existe. Mas, dentro da nossa casa, o ambiente tem que ser harmonioso e leve. E ter um espaço adaptado para essa nova realidade faz toda a diferença”, arremata Juliana.