[[legacy_image_59762]] Troca de afeto não é a única coisa que deve ser levada em conta ao adotar um pet. Esse é um compromisso sério e de longo prazo. Adotar um animal vai muito além de aproveitar uma nova companhia. Para o pet, é a oportunidade de poder amar e ser amado – às vezes, pela primeira vez. Com a chegada da pandemia, esse acolhimento se tornou realidade para milhares de animais, pois houve um aumento exponencial na adoção de gatos e cachorros. Essa foi a forma que muitas pessoas encontraram para preencher um novo vazio, em meio aos efeitos do isolamento social. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Mas agora, com a pandemia se encaminhando para seu segundo ano de duração, as instituições que atuam em prol da causa animal indicam que os índices de adoção se normalizaram. Além disso, em paralelo, o abandono de animais domésticos cresceu em torno de 60% entre julho de 2020 e fevereiro de 2021, em comparação com 2019. A pesquisa é da Ampara Animal, Associação de Mulheres Protetoras dos Animais Rejeitados e Abandonados, de nível nacional. O que permanece igual, porém, são a importância da adoção, a responsabilidade em torno dela e o fato de que muitos pets seguem ansiosos à espera de um novo lar.“Depois de tanto tempo de pandemia, a renda da população caiu e a procura pela adoção voltou a ser como antes”, diz Karoline Castro, coordenadora da Codevida, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal, da Prefeitura de Santos. Atualmente, na entidade, há cerca de 40 gatos e 60 cachorros que aguardam uma nova chance. A maioria desses animais foi resgatada em condição de quase óbito nas ruas ou foi retirada de casas por maus-tratos, após fiscalizações da Prefeitura. A presidente da ONG Viva Bicho, Marilucy Pereira, notou o mesmo fenômeno. Ela conta que, no ano passado, a procura por cachorros e gatos havia triplicado na ONG. O que não significa, no entanto, que o número de adoções acompanhou o mesmo ritmo. Ela explica que, normalmente, a cada dez fichas que a ONG recebe, apenas uma é aprovada. “Somos muito seletivos. A Viva Bicho entende que, para manter um animal, você precisa de equilíbrio emocional e financeiro”. No momento, na organização, há cerca de 20 cachorros filhotes e 30 adultos para serem adotados. Com relação aos gatos, há em torno de 50 filhotes e 40 adultos. Seleção de tutores Tanto na Codevida quanto na Viva Bicho, o processo de adoção é criterioso e visa sempre o bem-estar do animal a longo prazo. Em ambas as instituições, os pets são entregues “prontos” aos tutores. Eles já costumam estar vacinados, vermifugados, castrados e com eventuais cuidados iniciais providenciados. No caso da Codevida, além disso, são colocados microchips nos animais para futura identificação. Ao entrar em contato com as instituições, os interessados precisam preencher um formulário com dados iniciais e são feitas entrevistas para confirmar que toda a família está de acordo com a adoção. É checado também se eles terão tempo, disposição e condições de cuidar do animal. Atualmente, um dos principais questionamentos é se após a pandemia os tutores conseguirão se dedicar aos pets na mesma intensidade. “É um compromisso para a vida”, reafirma Marilucy. Entre os critérios de adoção para os gatos, por exemplo, há a necessidade de que as residências tenham as janelas teladas, inclusive o vitrô do banheiro. No caso da Viva Bicho, não são doados gatos para quem mora em casa. E no caso da Codevida, os felinos adultos só podem ser doados para famílias que não possuem outros animais de estimação. Os demais pré-requisitos são informados ao longo do processo de adoção. Adaptação Caso o interessado seja um tutor em potencial, há o projeto Padrinho de Final de Semana na Codevida, para que não haja dúvidas com relação à adoção. Nessa iniciativa, a pessoa pode passar alguns dias com o bichinho que pretende adotar em casa. Se a adaptação der certo e o restante do processo estiver resolvido, a adoção acontece. Na Viva Bicho, caso o tutor tenha outros animais em casa, ele pode levá-los à ONG para conhecerem o possível novo companheiro da família. Essa é uma forma de sentir se todos os animais conseguirão conviver juntos. Como adotar A Codevida está localizada na Av. Francisco Manoel, s/no, Jabaquara. Para adoções, é possível ir ao local de segunda a sexta, das 8 horas às 15h30, ou entrar em contato pelos telefones 3203-5593 e 3203-5075. As histórias dos animais que estão em busca de novas famílias são publicados na página de Facebook da instituição. Já a ONG Viva Bicho tem a sua clínica situada na Rua Silva Jardim, 333, Vila Mathias, Santos. Os interessados em adotar gatos devem entrar em contato pelo WhatsApp (11) 98500-2509. No caso dos cachorros, o número é (13) 99610-5629. O atendimento ocorre de segunda a sexta, das 14 às 17 horas. No Instagram da ONG (@ongvivabichosantos), há posts diários sobre os pets resgatados e que buscam adoção.