[[legacy_image_89092]] Com as temperaturas mais baixas muitas pessoas acabam se descuidando e esquecendo de usar o protetor solar ou, simplesmente, não o utilizam por acharem que o tempo nublado e sem sol não vai causar nenhum dano à pele e para nossa saúde. Porém, o dermatologista Ricardo Almeida alerta para a importância do uso do protetor solar mesmo durante o inverno. “Aqui no Brasil, estamos em uma região que a incidência da radiação ultravioleta é muito alta. Existe um estudo que compara a incidência no nosso inverno. Esse estudo foi feito medindo a quantidade de radiação ultravioleta em São Paulo em comparação com Paris. No inverno ela é quase a mesma que os parisienses recebem no verão deles. Então, temos uma quantidade muito grande de radiação mesmo no inverno.” Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo o médico, o efeito é cumulativo, dessa forma, a radiação que recebemos durante a vida fica armazenada no DNA, ou seja, é um efeito cumulativo e que com o passar dos anos esses danos vão se acumulando e aí pode aparecer problemas ou doenças relacionados à pele. “A maior quantidade de radiação que a gente recebe, geralmente, é nos primeiros 20 a 30 anos de vida, praticamente 80% do que a gente recebe de radiação é no começo da vida.” Como usar Almeida explica que existe uma regra da colher de chá, estabelecida pelo Consenso Brasileiro de Fotoproteção que estipula a quantidade de protetor solar que deve ser utilizada. Para o rosto, cabeça e pescoço é uma colher de chá, você põe na mão e espalha como se não tivesse o cabelo na cabeça. Para cada braço é uma colher de chá. Já para a região do dorso são duas colheres para cada lado, sendo duas para a frente e duas para a região posterior. Para as pernas são duas colheres para cada membro inferior. As áreas que ficarão cobertas pela roupa não têm necessidade de aplicação do protetor, mas há exceção. “Quando a pessoa estiver utilizando uma roupa muito fina, um tecido muito fino ou transparente, que aí também a radiação vai passar [deve ser utilizado]. Agora no inverno isso é mais raro, a gente pede para a pessoa utilizar mais na área exposta ao sol.” O especialista explica que a frequência de aplicação depende das condições. No dia a dia, por exemplo, pode ser utilizado nas áreas expostas ao sol onde a pele fica descoberta pelas roupas. “No caso de exposição intencional, como em atividades físicas, praia ou piscina, deve ser aplicado de duas em duas horas.” Protetor com cor De acordo com o dermatologista, os protetores com cor são mais utilizados no rosto porque possuem pigmentos como óxido de ferro, dióxido de titânio ou óxido de zinco, que acabam tendo uma proteção maior para determinadas radiações que são relacionadas às pigmentações da pele. "Então, por exemplo, existe uma patologia que chama melasma, que são aquelas manchas escuras no rosto, que geralmente atingem mulheres, que é obrigatório o uso de protetor com cor." Ele explica que essas manchas são estimuladas por radiações que o filtro sem cor não consegue proteger, então é necessário o uso desse pigmento. "Ele protege para uma faixa de luz, que chama luz azul, que está relacionado ao aumento das manchas do melasma." FPS recomendado Segundo Almeida, o Fator de Proteção Solar (FPS) a ser utilizado no inverno é o mesmo recomendado durante o verão, no mínino o FPS 30. “Em condições extremas de exposição, geralmente, a gente utiliza o fotoprotetor maior porque o limite de segurança é o fator 30 e, se a pessoa não utilizar a quantidade correta e na frequência adequada, o fator 30 perde essa proteção que seria mínima.” Na hora de comprar o protetor, o dermatologista recomenda que seja comprado um produto que tenha o selo da Anvisa. “Comprar as marcas mais conhecidas, mais divulgadas, isso porque no Brasil a Anvisa tem uma legislação de fiscalização muito rigorosa, então todos que têm o selo da Anvisa são aprovados.” Outra coisa que deve ser observada é a quantidade do produto. “O fotoprotetor para utilização corporal apresenta uma quantidade maior, a embalagem vem em um volume maior e dependendo da pessoa ela prefere um produto que tem uma espalhabilidade maior, que a gente chama de loção.” O dermatologista orienta que, dependendo do tipo da pele, não seja comprado um fotoprotetor muito gorduroso, principalmente para quem tem a pele oleosa, porque pode pré-dispor a formação de acne. “Para o corpo isso não tem muito problema, mas para o rosto geralmente em peles oleosas a gente prescreve um protetor que a gente chama de oil-free, que não tem óleo, que não vai obstruir os poros.”