[[legacy_image_118851]] O Outubro Rosa está chegando ao fim, mas a conscientização com relação ao câncer de mama não pode parar – informando sobre os perigos para as mulheres e também para os pets.No caso dos bichinhos de estimação, as cadelas são as mais afetadas, só que há casos frequentes de câncer de mama em gatas. E no que diz respeito aos machos, a ocorrência é mais rara, mas não inexistente. Para entender melhor os fatores que podem levar ao desenvolvimento da doença, como se identifica um tumor e qual deve ser o seu tratamento, confira as orientações elencadas por especialistas a seguir: Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! CausasOs fatores que podem desencadear o câncer de mama são múltiplos, como indica a veterinária da Petlove, Jade Petronilho. O tumor tem como surgir por causa de questões genéticas, sobrepeso e obesidade, além do uso de anticoncepcionais e de aspectos hormonais em geral. PrevençãoA castração é o melhor caminho. A veterinária Ingrid Kalish, do Centro Médico Veterinário da São Judas, explica que o câncer tem maior incidência em cadelas e gatas não castradas, por conta do alto estímulo hormonal, que pode levar ao desenvolvimento de um câncer. Além disso, para as fêmeas, a castração também evita outros problemas de saúde, como infecções no útero e nos ovários. Jade Petronilho acrescenta que não existe uma “idade ideal” para fazer a castração. No que diz respeito ao câncer de mama, a veterinária ressalta que cadelas castradas antes do primeiro cio têm 99% de chance de evitarem a doença e as castradas até o terceiro cio, 85%. No caso das gatinhas, o indicado é que sejam castradas antes dos 6 meses de idade para que tenham 90% de probabilidade de não desenvolverem o problema. “Ainda assim é importante conversar com o veterinário que acompanha o pet, pois a castração muito precoce pode, em alguns casos, acarretar outros problemas, como a incontinência urinária nas cadelas”, esclarece. Cuidado EspecialA utilização de anticoncepcionais não é indicada para gatas e cadelas, enfatizam as duas veterinárias. Elas explicam que a incidência de câncer de mama aumenta drasticamente quando se trata de um pet que usa esse tipo de remédio – entre os seus malefícios também está o desenvolvimento de outras doenças e infecções. As especialistas indicam que os tutores façam “exames de toque” em suas cadelas e gatinhas, ao longo das cadeias mamárias, para ver se há presença de nódulos, feridas ou secreções. O momento ideal para realizar isso é durante as brincadeiras, os carinhos ou até mesmo na hora de dar banho no bichinho. Caso algo incomum seja encontrado nessas inspeções rotineiras, deve-se levar o pet a um veterinário para checar aquilo. Também é importante prestar atenção se o animal sente dores ou incômodos na região, outros sintomas de que algo pode estar errado. Lutando contraO tratamento do câncer de mama é cirúrgico. Após a identificação, o ideal é que haja a retirada do tumor para enviá-lo para uma biópsia e saber se ele é maligno ou benigno. Assim como investigar se há ou não um quadro de metástase em outros órgãos. A partir disso, será determinada a sequência do tratamento, que pode variar muito a cada caso. O ideal é que haja o acompanhamento de um veterinário oncologista, que pode indicar quimioterapia e radioterapia à gatinha ou cadela se necessário.