É importante ficar atento os níveis de estresse e tristeza (Banco de imagens) Um estudo realizado pelo Karolinska Institute (Instituto Karolinska) em outubro de 2023, na Suécia, e publicado na revista ‘Alzheimer’s Research & Therapy’ (Pesquisa e terapia de Alzheimer), trouxe evidências sobre a relação entre o estresse crônico e o aumento do risco de desenvolver a doença de Alzheimer. A pesquisa identificou que pessoas entre 18 e 65 anos diagnosticadas com estresse crônico ou depressão têm até o dobro de probabilidade de desenvolver Alzheimer na vida adulta. Quando essas condições coexistem, o risco aumenta em até quatro vezes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a pesquisa sueca, o estresse prolongado pode levar a alterações neuroquímicas, como o aumento dos níveis de cortisol, hormônio ligado à resposta ao estresse, que pode causar danos cerebrais ao longo do tempo. Apesar de ainda não ter sido confirmada uma causalidade, os resultados reforçaram a importância de haver estratégias preventivas à saúde mental. Especialistas recomendam ações como a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada e controle do estresse para reduzir os fatores de risco. Além disso, o diagnóstico precoce é ideal para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e retardar a progressão da doença. A descoberta se junta a outros estudos que apontam o impacto de fatores psicológicos e ambientais no desenvolvimento de demências. Assim, a necessidade de priorizar a saúde mental como parte da prevenção de doenças neurológicas é destacada.