[[legacy_image_296769]] A vida está passando tão rápido que nem dá mais para dimensionar o tamanho exato das perdas de ídolos e a saudade dos amigos. Hoje, faz exatamente um ano que Negrelli nos deixou. Ele foi o craque das quadras de vôlei, o ídolo de José Roberto Guimarães, com passagem pela seleção brasileira da modalidade em 186 oportunidades. Foi tricampeão sul-americano, vice pan-americano, além de ter marcado presença nos Jogos Olímpicos de 1972, na Alemanha, e na Copa do Mundo de 1974, no México. Mas também foi o professor que incentivou tantos alunos a amarem o esporte. Foi secretário de Esportes e dono de academia, mas o título que melhor definiria esse negro alto, bonito e simpático era “amigo dos amigos”. É difícil avaliar a falta que um esportista da envergadura de um Negrelli faz na vida dos santistas. Ele estava presente em todos os pontos da Cidade. Claro que era presente em todas as competições, mas também estava na praia e cercado de amigos numa mesa farta de comida, bebida e alto astral. Essa era a marca registrada de José Oswaldo da Fonseca Marcelino. Aquele sorriso lindo cativava e conquistava a todos logo no primeiro contato. Era fascinante ouvir as histórias do Negrelli naquele supertime do Santos FC. Ao lado de craques que também partiram, como Pedrão, Joreca e Sérgio Teles. E Negrelli era tão humilde que fazia questão de dividir as conquistas com os eternos parceiros e também com o saudoso técnico Roberto Douglas Machado, um gênio do vôlei, que formou várias equipes inesquecíveis. São tantas lembranças boas, tantos ensinamentos, que o tempo não vai ser capaz de apagar a linda trajetória desse gigante do vôlei nos ginásios e na vida. Com o tempo, ele pode até ser menos lembrado no noticiário esportivo, mas vai ser impossível apagar as recordações de Negrelli dos nossos corações. Depoimentos“Sinto falta daquele sorriso largo e do abraço, bem como daquelas palavras: Vamos moleque, você vai conseguir. Força!”. José Roberto Guimarães. Técnico da seleção brasileira feminina e fã de Negrelli como jogador. “Negrelli, meu professor, técnico, mentor, ídolo e grande amigo. Me levou para o vôlei e me ensinou não somente os fundamentos da modalidade, mas principalmente a ter ética, respeito e determinação. Uma pessoa querida por todos”. Cidão. Ex jogador da seleção brasileira. “Negrelli foi meu mestre em todos os sentidos. Tive o prazer de jogar com ele e todos os atletas contemporâneos. Devo tudo a ele que, com imensa paciência, sensibilidade e uma refinada habilidade para ensinar, direcionou minha vida para os mais elevados objetivos. Querido amigo, sinto não ter podido estar com você antes de sua partida”. Léo. Ex-central da seleção brasileira que disputou os Jogos Olímpicos de 1988. “Marcelino e Morixa, era assim que nós chamávamos. Uma amizade verdadeira construída em 56 anos. Tenho certeza que já fez muitos amigos lá em cima”. Antônio Carlos Moreno. Capitão da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1968, 1972, 1976 e 1980. “Amigo/irmão desde a infância, companheiro de todas as horas. Como não sentir saudades de suas longas conversas e de sua alegria de viver?”. Arlindo Pedro Junior. Começou com Negrelli no vôlei e foi seu amigo por décadas. “O Negrelli foi a pessoa mais importante da minha vida de jogador de vôlei, pois ele me fazia acreditar que eu podia jogar em alto nível. Imagine eu, com apenas 1,63m, jogar naquele grande time do Santos?”. Geraldinho Nakasato. Jogou com Negrelli no Santos e foi seu amigo. “Desde que cheguei no Santos, o Negrelli foi muito mais que um amigo, foi um irmão que me apoiou em todos os projetos. A morte dele foi muito complicada para mim”. Romeu Beltramelli. Técnico que passou por Santos e hoje trabalha na Suíça.