[[legacy_image_260531]] O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, na manhã deste sábado, para uma rápida passagem no último dia de sua viagem oficial à Ásia. Em seu compromisso do dia, o petista se reuniu com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, no Palácio Presidencial. No encontro com Al Nahyan, Lula lembrou que esta é a sua segunda visita ao país - primeira visita ocorreu em 2003 - e agradeceu a recepção. O presidente destacou a rica parceria entre os países e falou em cooperação no comércio, esportes e inteligência artificial. "A parceria entre nossos países está amparada em ricas conexões nas mais diversas áreas, traduzida nos números expressivos do nosso comércio, na cooperação em esportes e em inteligência artificial", disse. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), assinou memorando de entendimento entre o Estado e a Refinaria de Mataripe para a construção de uma planta de diesel verde e querosene de aviação sustentável, com investimento de R\$ 12 bilhões nos próximos dez anos. Os ativos da refinaria foram vendidos em 2021 para o Mubadala Capital, fundo financeiro de Abu Dhabi. A venda ocorreu durante a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Emirados Árabes naquele ano. Também foram assinados documentos de acordo sobre ação climática e para cooperação entre o Instituto Rio Branco e a Dr. Anwar Gargash. Lula foi recebido com uma apresentação da Al Fursan, a esquadrilha da fumaça da Força Aérea dos Emirados Árabes, que deixou rastro das cores verde, amarelo e azul sobre o Palácio Presidencial durante sua chegada. Em seguida, após a reunião com Al Nahyan, o presidente participou de um Iftar, refeição islâmica celebrada no pôr do sol. Um convite para esta ceia é sinal de prestígio na cultura islâmica, uma vez que ela encerra o jejum diário durante o mês do Ramadã. China Nesta sexta-feira (14), Lula se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, para a assinatura de acordos bilaterais. Ao falar com jornalistas na saída, Lula disse ter conversado com Xi Jinping sobre a guerra na Ucrânia e defendeu a criação de um grupo de países dispostos a buscar a paz na região. Ele argumentou que os Estados Unidos e a Europa devem buscar a paz e parar de "incentivar" o conflito, por meio do fornecimento de armas. Antes da assinatura de acordos na capital chinesa, Lula teve encontros com empresários dos setores de tecnologia, energia e infraestrutura. Uma das expectativas dessas conversas é atrair investimentos de empresas chinesas para o Brasil. O presidente também discursou na posse de Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, onde questionou o uso do dólar como moeda para a realização de negócios internacionais.