[[legacy_image_256911]] Promover o debate e discutir ações afirmativas para a inclusão de autistas nas universidades brasileiras, especialmente nas instituições públicas. Esse será um dos pontos fundamentais no 2º Simpósio Internacional de Inclusão no Ensino Superior, que acontecerá de 29 a 31 de março, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na Capital. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com o tema ‘O Direto à Diferença’, o evento é organizado pela Associação Nacional para Inclusão de Pessoas Autistas (Ania/BR), com apoio da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), e contará com especialistas do País e do exterior. “Esse é um dos primeiros eventos voltados para promoção de inclusão nas faculdades feito por pessoas autistas para pessoas autistas”, diz Arthur Ataíde, de 19 anos, Diretor de Ações Afirmativas da Ania/BR e estudante do segundo ano de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). Para Ataíde, além de debater políticas de inclusão, o simpósio vai servir para que as universidades estaduais discutam de que forma o assunto está sendo tratado nas próprias instituições. “Existe um trabalho muito grande sobre diversidade nas universidades paulistas, mas não se respeitam as diferenças. Às vezes, se um aluno autista precisa fazer uma prova com prazo maior, não consegue. Existe uma política de cotas federais, mas as universidades estaduais tentam usar a autonomia que elas têm para evitar essas demandas”, diz Ataíde. Para acessar a programação completa do2º Simpósio Internacional de Inclusão no Ensino Superior, acesse o site. Para conhecer mais sobre otrabalho da Ania/BR, acesse o site. Reunião com Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania Na semana passada, Arthur Ataíde e o presidente da Ania/BR, Guilherme de Almeida, participaram de uma reunião virtual com a Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella, e a Diretora dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Naira Rodrigues Gaspar. Elas são responsáveis pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e ouviram dos representantes da Ania/BR a necessidade de se trabalhar ações afirmativas para a Inclusão de autistas na educação, através do sistema de cotas PCD (Pessoas com Deficiência), nas universidades estaduais de São Paulo. “Pouco se fala da inclusão de autistas no curso superior. Muitas famílias que têm pessoas em condições de prestar vestibular têm medo, porque muitas vezes os autistas não são acolhidos nas instituições e acabam saindo por não ter os direitos respeitados. A Unicamp, por exemplo, só tem dois intérpretes de libras. Se três alunos que necessitam do intérprete tiverem aulas diferentes, no mesmo horário, um deles não vai contar com esse apoio”, aponta Ataíde. No ativismo pela inclusão dos autistas, a Ania/BR também apresentou ao Instituto Maurício de Souza um projeto para produção de uma cartilha de aceitação do autismo, que possa ser usada para o combate ao preconceito e para facilitar o processo diagnóstico para famílias com crianças autistas.