Créditos: (Luiz Rodriguez) Vivemos numa era em que todo mundo pode falar, mas poucos realmente são ouvidos. Nunca se produziu tanto conteúdo, nunca se teve tanta exposição e, ao mesmo tempo, tanta confusão entre visibilidade e autoridade. No episódio desta semana, o Tricotáh colocou esse tema no centro da conversa: posicionamento, marketing, construção de autoridade e o impacto da tecnologia, inclusive da inteligência artificial, em um jogo que não é sobre quem fala mais alto, e sim sobre quem constrói melhor. Para aprofundar, o programa reuniu Luciana Kirsten (nutricionista e empresária), Thaynara Moraes (estrategista digital) e Valéria Teixeira (especialista e estrategista em inteligência artificial), além do convidado Anderson Zankin, jornalista e estrategista em marca pessoal. Marca pessoal: imagem, identidade e reputação A conversa começou com um conceito direto: marca pessoal é a imagem que fica quando você sai da sala. A partir disso, o programa ampliou o entendimento de que não se trata apenas de estética, e sim do que sustenta a reputação com o tempo. De forma didática, Anderson definiu marca pessoal como a união entre imagem, identidade e reputação. Todo mundo tem uma marca, mas nem todo mundo faz a gestão dela com intenção. Quando existe estratégia, a construção ganha direção. Quando não existe, a pessoa fica vulnerável ao “deixa a vida me levar”. Autoconhecimento: o primeiro passo de qualquer posicionamento Quando o assunto virou “por onde começar”, a resposta foi imediata: autoconhecimento. Segundo Anderson, posicionamento nasce quando a pessoa consegue responder com clareza: quem eu sou, o que eu faço, como eu faço e por que eu faço. Com essas respostas, fica mais fácil comunicar com autenticidade, sem invadir valores inegociáveis e sem se transformar em personagem. O tema também atravessou as crises de identidade que aparecem em transições de carreira, mudanças de fase e recomeços. Valéria compartilhou como precisou se reposicionar depois de anos no serviço público, entendendo que não basta ter conhecimento: é preciso contexto, história e presença. Créditos: (Luiz Rodriguez) Quem você é fora das câmeras sustenta o que você mostra No segundo bloco, veio a pergunta que virou chave: quem você é fora das câmeras sustenta o que você mostra nas redes? Luciana trouxe a palavra que costura tudo: coerência. Para ela, o que você faz repetidamente transmite uma mensagem e, quando discurso e prática não caminham juntos, uma hora entra em choque. As pessoas encontram você na vida real: no mercado, na praia, na pizzaria, no dia comum. Se a narrativa digital não se sustenta no cotidiano, a credibilidade sente primeiro. Valéria ampliou esse ponto ao lembrar que, com IA, hoje é possível manipular imagens e até simular presenças. Por isso, transparência e segurança digital passam a fazer parte do cuidado com a marca pessoal: deixar claro o que é recurso, o que é edição e o que é verdade também é uma forma de proteger identidade e reputação. O mercado premia quem sabe mais ou quem se vende melhor A pergunta polêmica do programa foi direta: hoje o mercado premia quem sabe mais ou quem se vende melhor? Para Anderson, a marca pessoal chega antes da pessoa. Portas se abrem para quem tem visibilidade, mas o que sustenta é o crédito, e o crédito nasce quando alguém promete, entrega com efetividade e as pessoas falam sobre isso. Ele também alertou para o risco de se perder em trends, fórmulas prontas e “copia e cola”: quando a estratégia chega antes da identidade, nasce um personagem. E personagem não se sustenta. No encerramento do primeiro bloco, Anderson foi direto: quem não se preocupa com a própria marca pessoal não está apenas deixando de se posicionar! Está se perdendo de si e perdendo dinheiro. Oportunidades deixam de chegar, conexões não acontecem e portas permanecem fechadas quando a reputação não é construída com intenção. Digital e presencial: construção é nos dois O episódio também reforçou que nem tudo acontece só na rede. A IA potencializa tarefas, mas não substitui pessoas. Quem assina a construção é você. E, para além do digital, a conversa trouxe um lembrete importante: relações humanas continuam sendo parte essencial de qualquer posicionamento. Estar presente, circular por ambientes que façam sentido com o próprio perfil, construir conexões e sair da bolha são movimentos que fortalecem marca, reputação e autoridade. Créditos: (Luiz Rodriguez) PRA GUARDAR NA CAIXINHA Visibilidade chama atenção. Autoridade se constrói. Marca pessoal é o que fica quando você sai da sala: imagem, identidade e reputação. Antes da estratégia, vem o autoconhecimento. Quem eu sou, o que eu faço, como eu faço e por que eu faço. Coerência sustenta o que você mostra. Personagem não é sustentável. Quem não cuida da própria marca não está só deixando de aparecer: está se perdendo de si e perdendo oportunidades. E no fim… Marca pessoal é consciência. E quando consciência encontra estratégia, vira construção! ONDE ASSISTIR O Tricotáh vai ao ar semanalmente, todas as terças, com convidadas, convidados e as tricoteiras do programa. Acompanhe também os bastidores e conteúdos nas redes sociais oficiais do Tricotáh. Link: https://www.youtube.com/watch?v=QfiYHVWoL3k&list=PLIAjY8SSm9ZKw0ABYq4-0BcHHUD9327d_