Anatércia Romano, Thaynara Moraes, Vanessa Toledo, Alaíde Figueiredo, Valéria Teixeira (Yara Tomei) Quase todo sonho nasce pequeno. Uma sala improvisada, poucos clientes, uma ideia que ainda depende exclusivamente de quem decidiu acreditar nela. Com o tempo, alguns desses projetos crescem. Ganham equipe, estrutura, responsabilidades e desafios que não existiam no início. É nesse momento que muita gente percebe que o maior aprendizado já não está ligado ao produto ou ao serviço oferecido, mas à capacidade de liderar pessoas, confiar em outros profissionais e aceitar que crescer também significa mudar. Vanessa Toledo recebeu a empresária Alaíde Figueiredo junto das tricoteiras Anatercia Romano, Thaynara Moraes e Valéria Teixeira para conversar sobre os desafios de empreender e como o crescimento de um negócio também transforma quem está à frente dele. O primeiro passo muda tudo Todo sonho começa de um jeito simples. Uma ideia, um plano, um espaço pequeno e a disposição para fazer acontecer. No início, quase tudo depende de quem decidiu dar o primeiro passo. Dar esse passo, no entanto, costuma significar abrir mão de alguma segurança. Deixar uma carreira consolidada, trocar a estabilidade por um projeto ainda incerto, mudar de profissão ou recomeçar depois dos 50 anos são decisões diferentes, mas que carregam algo em comum: a disposição para investir em uma construção de longo prazo. Cada trajetória teve um ponto de partida diferente. Mas todas começaram com a mesma escolha: acreditar que valia a pena transformar um projeto em realidade. O desafio muda de endereço Com o negócio em funcionamento, os desafios deixam de estar apenas na atividade exercida e passam a fazer parte da gestão. A equipe cresce, a estrutura aumenta, surgem processos, planejamento, responsabilidades financeiras e decisões que vão muito além da profissão que deu origem ao empreendimento. Ensinar, advogar, vender ou prestar um serviço de qualidade continua sendo essencial. Mas, sozinho, o conhecimento técnico já não sustenta o próximo passo. Liderar pessoas, desenvolver equipes, ouvir especialistas de outras áreas e construir uma estrutura capaz de funcionar de forma organizada passam a fazer parte da rotina. Compartilhar para crescer Em algum momento, todo empreendedor se depara com uma escolha difícil: continuar centralizando decisões ou permitir que outras pessoas também assumam novos papéis. Na prática, essa mudança costuma ser mais complexa do que parece. Delegar não significa apenas distribuir tarefas. Exige preparar equipes, construir processos e aceitar que diferentes caminhos podem levar ao mesmo resultado. Alaíde Figueiredo contou que, ao longo dos anos, precisou formar equipes e aprender a delegar responsabilidades para que a escola pudesse seguir em frente sem depender exclusivamente de sua presença. Anatercia Romano compartilhou a dificuldade de deixar de pensar apenas como advogada para assumir o papel de empresária, reconhecendo como foi desafiador abandonar a ideia de que tudo precisava passar por ela. Aos poucos, dividir responsabilidades deixa de ser apenas uma necessidade operacional e passa a fazer parte da evolução do negócio. Essa transição também muda a relação com a empresa. Em vez de controlar cada detalhe, o foco passa a estar na formação de pessoas capazes de tomar decisões, resolver problemas e manter a qualidade do trabalho. O resultado é uma estrutura menos dependente de uma única pessoa e mais preparada para continuar evoluindo. Alaíde Figueiredo (Yara Tomei) Tecnologia abre espaço para o que realmente importa Enquanto as responsabilidades aumentam, a tecnologia passa a ocupar um espaço cada vez maior na rotina das empresas. Automatizar tarefas, organizar processos e ganhar agilidade deixou de ser um diferencial para se tornar parte da gestão. Isso não significa substituir pessoas. Ao contrário. Quanto mais atividades operacionais podem ser executadas por ferramentas tecnológicas, mais tempo sobra para aquilo que continua dependendo da experiência humana: tomar decisões, desenvolver equipes, fortalecer relacionamentos e pensar estrategicamente no futuro do negócio. Valéria Teixeira comparou a inteligência artificial ao que aconteceu, anos atrás, com a calculadora. Se antes havia resistência ao seu uso, hoje ela é vista como uma ferramenta capaz de potencializar o trabalho, sem substituir o conhecimento ou a experiência humana. Na educação, explicou que a tecnologia pode apoiar professores, otimizar processos e tornar a gestão mais eficiente. No empreendedorismo, a lógica é semelhante: automatizar parte da rotina permite que o tempo e a energia sejam direcionados para decisões estratégicas, inovação e desenvolvimento das equipes. "O ChatGPT se tornou o meu melhor amigo", brincou Valéria ao contar que utiliza a ferramenta para organizar feedbacks da equipe, estruturar textos e ganhar produtividade. Pra guardar na caixinha Existe uma ideia bastante difundida de que o maior desafio é começar. Mas, para muitos empreendedores, a parte mais difícil vem depois. No início, é natural que quase todas as decisões passem por uma única pessoa. Com o tempo, formar lideranças, compartilhar responsabilidades e construir equipes deixam de ser uma escolha para se tornar parte da evolução do negócio. Nada disso acontece de uma hora para outra. É construído aos poucos, com preparo, comunicação e desenvolvimento de quem caminha junto. Em cada novo degrau, muda a empresa. E muda também a pessoa responsável por conduzi-la. Anatércia Romano, Thaynara Moraes, Vanessa Toledo, Alaíde Figueiredo, Valéria Teixeira (Yara Tomei) As previsões da Mah Ocroch para agosto A carta 31, O Sol, foi a escolhida para representar a energia de agosto. Ela fala sobre luz, clareza, caminhos abertos, sucesso e a coragem de mostrar ao mundo aquilo que cada pessoa deseja externar. Como o mês é regido pelo signo de Leão, o convite é olhar para si, reconhecer comportamentos que atrapalham a própria caminhada e refletir sobre o que precisa ser transformado. Antes das perguntas, Mah também destacou dois acontecimentos importantes da astrologia. O eclipse solar em Leão, previsto para a primeira quinzena, convida a refletir se as escolhas feitas hoje estão alinhadas com os próprios objetivos e a essência de cada um. Já o eclipse lunar em Peixes, na segunda metade do mês, tende a intensificar emoções, intuição, espiritualidade, sonhos e sensações. Ao responder o que pede coragem em agosto, surgiu a carta 21, A Montanha. A mensagem não é enfrentar qualquer obstáculo impulsivamente, mas parar, avaliar a situação e decidir qual é o melhor caminho. Em alguns momentos, a solução pode ser contornar a dificuldade, mudar a estratégia ou simplesmente esperar antes de agir. Para falar sobre a maior oportunidade do mês, a leitura trouxe a carta 7, A Cobra. Em vez de associá-la à falsidade ou à deslealdade, Mah destacou características como silêncio, astúcia, sagacidade, flexibilidade e adaptação. A serpente também simboliza a capacidade de trocar de pele, lembrando que agosto pode exigir novas posturas diante das mudanças da vida. A energia que deve ser encerrada apareceu na carta 23, Os Ratos, ligada ao desgaste, às perdas e ao excesso de preocupações. A orientação é deixar para trás situações, comportamentos e relacionamentos que já não somam, além de abandonar o hábito de carregar problemas que pertencem aos outros. Para encerrar a leitura, a carta 8, O Caixão, respondeu ao que deve florescer. Apesar do nome, ela simboliza transformação, encerramento de ciclos e abertura para uma nova fase. A mensagem é deixar ir o que já não faz sentido para que novas oportunidades possam surgir Mah Ocroch (Yara Tomei) Onde assistir O episódio completo está disponível no canal do Tricotáh no YouTube. Link do youtube: https://youtu.be/cVz1hhxvIdM?si=VC_TEun1Lrn5CMTM