Thaís Campregher, Roseli Andrade, Vanessa Toledo, Luciana Kirsten, Mithra Cherici (Yara Tomei) Cansaço constante, dificuldade para dormir, queda de cabelo, ganho de peso, alterações na pele, problemas intestinais. Na maioria das vezes, os sinais aparecem antes do diagnóstico. O corpo avisa, muda padrões, interfere na rotina e tenta mostrar que algo não está funcionando como deveria. Mas existe uma diferença entre perceber um sintoma e entender sua causa. Ao lado das tricoteiras Luciana Kirsten, Thaís Campregher e Mithra Cherici, Vanessa Toledo recebeu a dermatologista Roseli Andrade para falar sobre saúde integrada. A conversa reuniu exemplos de situações cada vez mais comuns nos consultórios: pacientes que chegam com diagnósticos feitos pela internet, tratamentos iniciados sem acompanhamento adequado e uma busca crescente por soluções rápidas para questões que exigem investigação e acompanhamento. Nem sempre o problema está onde ele aparece O impulso natural é olhar apenas para aquilo que está incomodando, mas o corpo não funciona dessa forma. Alimentação, sono, hormônios, metabolismo, atividade física e saúde emocional se influenciam constantemente. Quando uma dessas áreas entra em desequilíbrio, os reflexos podem aparecer em lugares completamente diferentes. Por isso, cada vez mais profissionais defendem uma visão integrada da saúde. Em vez de tratar apenas o sintoma, a proposta é investigar o contexto em que ele aparece e entender o que pode estar contribuindo para aquele desequilíbrio. "A gente não é compartimento. A gente tem foco em saúde", resumiu a dermatologista Roseli Andrade. A busca por soluções rápidas Se entender a origem do problema exige tempo, disciplina e acompanhamento, a internet oferece exatamente o contrário: respostas rápidas. Canetas para emagrecimento, dietas prontas, rotinas de skincare, suplementação sem orientação e procedimentos estéticos divulgados nas redes sociais passaram a fazer parte do cotidiano de muita gente. O problema não está necessariamente nas ferramentas, mas na expectativa criada em torno delas. Roseli Andrade relatou situações de pacientes que iniciaram tratamentos sem exames atualizados, sem acompanhamento adequado e, em alguns casos, sem saber exatamente a origem dos produtos que estavam utilizando. A preocupação levantada pelas especialistas não foi sobre uma técnica específica, mas sobre a ideia de que existe uma solução capaz de resolver problemas complexos de forma simples e imediata. E essa mesma lógica aparece em diferentes áreas da saúde. Na odontologia, Thaís Campregher chamou atenção para pacientes que procuram procedimentos estéticos sem que questões básicas de saúde bucal tenham sido resolvidas. "Bonito é a última etapa. Vamos promover saúde e função", destacou. Informação não é diagnóstico Nunca houve tanto acesso à informação sobre saúde. Vídeos curtos, influenciadores, grupos de conversa, ferramentas de inteligência artificial e conteúdos especializados convivem no mesmo espaço e chegam diariamente a milhões de pessoas. O desafio é transformar informação em conhecimento e não em automedicação. Roseli Andrade citou o exemplo de pacientes que reproduzem rotinas de skincare vistas na internet sem considerar fatores como idade, tipo de pele, hábitos ou histórico de saúde. A mesma situação se repete com dietas, suplementação, atividade física e estratégias de emagrecimento. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, as especialistas reforçaram a importância da individualização dos tratamentos e da avaliação profissional antes de qualquer decisão relacionada à saúde. Roseli Andrade (Yara Tomei) O básico continua atual Em meio a tantas novidades, tendências e promessas de resultados rápidos, uma conclusão atravessou toda a conversa: os pilares da saúde continuam sendo os mesmos. Sono de qualidade, alimentação adequada, hidratação, atividade física e acompanhamento profissional seguem sendo fundamentais para quem busca saúde a longo prazo. Pode não ser a resposta mais rápida, pode não ser a mais popular nas redes sociais, mas continua sendo o caminho mais seguro. Ao final, cada especialista deixou um alerta simples dentro da própria área de atuação. Thaís Campregher lembrou que sangramento gengival não é normal. Luciana Kirsten reforçou a importância de não ignorar alterações intestinais persistentes. Mithra Cherici chamou atenção para problemas relacionados ao sono. Já Roseli Andrade destacou que a pele também reflete o que acontece dentro do organismo e que consultas regulares vão muito além da estética. Mais do que procurar uma nova tendência ou uma solução milagrosa, talvez o primeiro passo seja voltar a prestar atenção aos sinais que o corpo dá todos os dias. PRA GUARDAR NA CAIXINHA O corpo raramente dá sinais isolados. Nem todo sintoma representa o problema. Muitas vezes, ele é apenas um alerta de que algo precisa de atenção. Informação ajuda, mas não substitui avaliação, acompanhamento e individualização. E, por mais que surjam novas tendências, o básico continua atual: alimentação adequada, sono de qualidade, hidratação, atividade física e constância ainda fazem diferença. Thaís Campregher, Roseli Andrade, Vanessa Toledo, Luciana Kirsten, Mithra Cherici (Yara Tomei) ONDE ASSISTIR Esse e outros episódios do Tricotáh estão disponíveis no canal oficial do projeto no YouTube. Link do youtube: https://youtu.be/gAJgxnxTNrU?si=IST3F6KPQ84oxBqx