[[legacy_image_279558]] As Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) são um caminho viável para a reindustrialização na Baixada Santista, mas para isso é preciso vincular a política industrial ao setor portuário na legislação. A medida pode permitir ao Brasil exportar mercadorias de valor agregado e ganhar mercados internacionais. Essa foi uma das ideias abordadas na segunda edição do Summit Porto-Indústria, que lotou o Auditório do Grupo Tribuna, em Santos, nesta quinta-feira (6). O evento contou com a participação de autoridades estaduais e municipais, empresários e lideranças de entidades dos setores portuário e industrial. Três prefeitos da Baixada Santista abriram as discussões: Ademário Oliveira (PSDB), de Cubatão; Rogério Santos (PSDB), de Santos; e Válter Suman (PSDB), de Guarujá. Depois deles, houve o painel “Um porto exportador de commodities ou gerador de riquezas?” (leia mais na página A-4) e a participação de deputados estaduais (detalhes abaixo). Com foco no desenvolvimento econômico, geração de emprego e riquezas, os prefeitos defenderam que os municípios têm áreas para criação de polos industriais. Primeiro a falar no Summit Porto-Indústria, Ademário Oliveira afirmou que o município já está "preparado para abrigar as indústrias de transformação”. Ele solicitou a união de esforços entre poder público e empresas para voltar a expandir o polo industrial na Cidade. “O nosso porto é privado, mas gostaríamos muito de ver os cinco berços de atracação operando. Além disso, é preciso sanar os gargalos nos períodos de safra de grãos”. [[legacy_image_279559]] Em seguida, Válter Suman destacou o potencial de Guarujá para o fomento industrial na Margem Esquerda do Porto de Santos. “São 1.200 metros no porto organizado, retirando famílias que moram em palafitas”. Frisou, ainda, que o município possui áreas retroportuárias que podem ser aproveitadas para a indústria e lembrou da atividade porto-industrial desenvolvida no Complexo Industrial Naval do Guarujá (Cing). Ele citou, por fim, o Aeroporto Civil Metropolitano, a ser instalado na Base Aérea de Santos, localizada em Guarujá, como uma outra possibilidade de desenvolvimento. O edital das obras de infraestrutura da primeira fase do projeto, por sinal, foi publicado na última terça-feira. “Olhar para o futuro será fundamental”. Já o prefeito santista Rogério Santos disse que, embora a cidade abrigue um “grande porto de exportação e importação de commodities, é preciso brigar pela reindustrialização do País. “O Brasil ocupa a 59ª posição no ranking de competitividade”, citou. Como já havia adiantado para A Tribuna na última semana, Rogério lembrou que, em 2017, Santos foi considerada uma cidade apta a sediar uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e esse entendimento foi ratificado em 2023, com a Área Continental sendo considerada o local ideal. “O Porto está se modernizando. E esse espaço todo tem que ser ocupado pela indústria. Falar de uma ZPE é falar de valor agregado”. Em meio aos debates iniciais do Summit Porto-Indústria, o prefeito de Santos sugeriu ainda que Cubatão seja o “carro-chefe” no processo de reindustrialização da Baixada Santista, devido ao seu histórico de sucesso no setor, e voltou a falar em união das gestões municipais. “Que seja Cubatão, que está preparada, o nosso carro-chefe. Guarujá e Santos têm áreas retroportuárias e o sentimento é de união e metropolização. Não temos que ser o País do futuro, mas o País do presente”.