A secretária-executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori, abriu o Summit Antaq 2024, em Brasília (Thiago Sousa) O Tecon Santos 10 (STS 10) foi incluído na carteira de investimentos até 2026 que o Ministério de Portos e Aeroportos anunciará nesta quarta-feira (27). A novidade foi adiantada pela secretária-executiva do Mpor, Mariana Pescatori, durante o Summit Antaq 2024, promovido pelo Grupo Tribuna em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), no Hotel Royal Tulip, em Brasília, na tarde desta terça-feira (26). Pescatori abriu o encontro, representando o ministro do Mpor, Silvio Costa Filho, que não pôde comparecer. A executiva também recebeu uma homenagem dos organizadores. “Atualizamos a nossa carteira de investimentos até 2026, de 39 para 50 contratos, incluindo, no Porto de Santos, o STS 10, que o Alex (Ávila) está chamando de Tecon Santos 10. O STS 33 também entrou e o STS 08 continua”, adiantou a secretária-executiva. O STS 10 será dedicado à movimentação e operação de contêineres em uma área de 601 mil metros quadrados, que será arrendada no cais do Saboó, na Margem Direita do Porto de Santos. O futuro terminal deverá ter capacidade para operar, por ano, 2 millhões de TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner padrão de 20 pés), ampliando a capacidade de contêineres do complexo portuário santista para cerca de 5 milhões de TEU ao ano. Pescatori afirmou que, no momento, a Infra S.A analisa os estudos de viabilidade do STS 10. “A intenção é permanecer com a área toda do STS 10 e a gente também está fazendo os estudos para instalar, ali, um terminal de passageiros (no Saboó, ao lado do STS 10), conforme o ministro comentou”. Análise concorrencial Mariana Pescatori disse ainda que, em razão das aquisições recentes, no Porto de Santos, da Santos Brasil pela CMA CGM, e da Wilson Sons pela MSC, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Antaq terão que fazer uma nova avaliação de concentração de mercado vislumbrando a possibilidade de participação nos futuros contratos. “O Cade junto com a Antaq são os responsáveis por fazer essa análise concorrencial. A ideia é que eles se debrucem novamente sobre essa questão, dada às mudanças com as últimas aquisições”.